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sábado, 9 de maio de 2026

POLÍCIA - Cúpula de facção denunciada no RN tinha estrutura administrativa e até setor de 'transparência', diz MP

 


Justiça acatou denúncia contra 26 pessoas por envolvimento com organização criminosa. Uma advogada está entre os réus.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou 25 pessoas apontadas como integrantes da cúpula da facção Sindicato do Crime do RN, além de uma advogada suspeita de fazer parte da organização criminosa.

A denúncia foi recebida pela Justiça, que tornou os investigados réus em um processo criminal por organização criminosa armada, associação para o tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

A ação é resultado da Operação Treme Tudo, deflagrada em dezembro do ano passado para desarticular células armadas da facção. Durante a operação, foram cumpridos mandados no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Rondônia.

Segundo o MPRN, a organização possuía uma estrutura hierárquica, com divisão de funções entre lideranças, operadores financeiros, responsáveis por arrecadação, integrantes ligados ao tráfico de drogas, e responsáveis pela comunicação entre presos e membros em liberdade.

Estrutura

No topo da estrutura estaria a chamada “Final”, formada pelos fundadores da organização. Logo abaixo aparecia o “Conselho”, considerado um órgão deliberativo responsável por autorizar execuções, resolver conflitos internos e definir diretrizes para a facção. As investigações apontam que integrantes desse núcleo utilizavam grupos de mensagens para coordenar ações criminosas em diferentes regiões do estado.

Parte do conselho também desempenhava papel de “Transparência”, responsável pelo cadastro de integrantes, monitoramento das áreas dominadas pela facção, levantamento de demandas internas e inclusive emissão de mensagens para a população.

As investigações identificaram ainda grupos destinados exclusivamente ao controle financeiro da facção. De acordo com o processo, havia divisão por zonas de arrecadação em Natal e no interior do estado, com integrantes responsáveis por recolher dinheiro do tráfico de drogas e repassar os valores à cúpula.


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