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segunda-feira, 15 de junho de 2026

ELEIÇÕES - Lula abre distância sobre Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turno. Presidente marca 42% a 33% e 43% a 34% nos cenários de primeiro turno e vence Flávio por 49% a 43% no segundo, segundo pesquisa BTG/Nexus

 

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert/PR I Andressa Anholete/Agência Senado 


A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus sobre a eleição presidencial de 2026 reforça um cenário favorável ao presidente Lula (PT) e amplia a pressão política sobre Flávio Bolsonaro (PL). No levantamento divulgado nesta segunda-feira (15), com entrevistas realizadas entre 12 e 14 de junho, Lula aparece à frente do senador bolsonarista tanto nas simulações de primeiro turno quanto no confronto direto de segundo turno.

A pesquisa ouviu 2.017 eleitores em todo o país, tem margem de erro de 2 pontos percentuais e está registrada no TSE sob o número BR-06645/2026.

Os números indicam que Lula mantém vantagem consistente sobre Flávio Bolsonaro, enquanto o herdeiro político do bolsonarismo enfrenta dificuldades para ultrapassar o núcleo mais fiel da extrema direita.


No voto espontâneo, Lula aparece com 36%, contra 27% de Flávio Bolsonaro. A vantagem de nove pontos é significativa porque, nesse tipo de pergunta, os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor. Trata-se, portanto, de um indicador relevante de lembrança natural, enraizamento político e força eleitoral consolidada.

A série histórica também favorece o presidente. Lula saiu de 32% em março para 36% em junho no voto espontâneo. Flávio Bolsonaro, no mesmo período, oscilou de 26% para 27%, permanecendo praticamente estagnado. O dado sugere que Lula ampliou sua presença no imaginário eleitoral, enquanto Flávio não conseguiu transformar a exposição do sobrenome Bolsonaro em crescimento expressivo.

No primeiro turno estimulado, Lula também lidera com folga. No cenário 1, o presidente registra 42%, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 4% cada; Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) têm 2%; Aécio Neves (PSDB) e Cabo Daciolo (Mobiliza) marcam 1%. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, e 3% não sabem ou não responderam.

A trajetória recente do cenário 1 mostra Lula em recuperação e Flávio em queda. Em abril, Lula tinha 41%; caiu para 40% em maio; e agora chega a 42%. Já Flávio Bolsonaro saiu de 36% em abril para 35% em maio e 33% em junho. Em dois meses, portanto, o senador perdeu três pontos, enquanto Lula recuperou terreno e abriu nove pontos de vantagem.

No cenário 2, a distância se repete. Lula aparece com 43%, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos marca 5%, Ronaldo Caiado tem 4%, Romeu Zema e Joaquim Barbosa aparecem com 3% cada. Brancos, nulos e nenhum somam 6%, enquanto 2% não sabem ou não responderam.

A série histórica desse segundo cenário também é negativa para Flávio. Lula passou de 41% em março para 43% em junho, enquanto o senador caiu de 38% para 34%. O movimento indica que, quanto mais a disputa se aproxima, o presidente preserva e amplia sua base, ao passo que o bolsonarismo enfrenta sinais de desgaste.

O desempenho de Lula é especialmente forte entre beneficiários do Bolsa Família. Nesse segmento, o presidente chega a 62% no cenário 1 de primeiro turno, contra apenas 20% de Flávio Bolsonaro. A distância de 42 pontos revela a força das políticas sociais na sustentação eleitoral do presidente e mostra a dificuldade do bolsonarismo em penetrar nos setores populares mais diretamente beneficiados por programas de transferência de renda.

Entre os não beneficiários do Bolsa Família, Lula também se mantém competitivo. Nesse grupo, ele aparece com 40%, contra 35% de Flávio Bolsonaro no cenário 1. O dado enfraquece a tentativa de reduzir o eleitorado lulista apenas à dependência de políticas sociais e indica que o presidente preserva presença relevante também em segmentos mais amplos da sociedade.

No segundo turno, Lula também vence Flávio Bolsonaro. O presidente aparece com 49%, contra 43% do senador. Brancos, nulos e nenhum somam 8%, e 1% não sabe ou não respondeu. A vantagem de seis pontos confirma que Lula chega ao confronto direto em melhor posição, superando o adversário em uma disputa nacional polarizada.

A evolução histórica do segundo turno reforça a tendência favorável ao presidente. Em março, Lula e Flávio estavam empatados em 46%. Em abril, Lula manteve 46% e Flávio caiu para 45%. Em maio, Lula subiu para 47% e Flávio recuou para 43%. Agora, Lula chega a 49%, enquanto o senador permanece em 43%. O movimento mostra uma curva ascendente para o presidente e uma estagnação preocupante para Flávio Bolsonaro.

O recorte por renda também ajuda a explicar a vantagem de Lula. No segundo turno contra Flávio, o presidente marca 59% entre eleitores com renda familiar de até um salário mínimo e 57% entre os que recebem de um a dois salários mínimos. Flávio, nesses segmentos, registra 34% e 37%, respectivamente. A diferença mostra que Lula segue amplamente majoritário entre os brasileiros de menor renda, faixa decisiva em qualquer eleição presidencial.

No Nordeste, Lula impõe sua maior vantagem regional. No confronto direto contra Flávio Bolsonaro, o presidente alcança 66%, contra 28% do senador. A região, historicamente estratégica para o lulismo, aparece novamente como um dos pilares centrais da vantagem nacional do presidente.

Entre as mulheres, Lula também lidera com margem expressiva. No segundo turno contra Flávio, o presidente tem 55%, contra 37% do senador. Entre os homens, Flávio aparece numericamente à frente, com 49% a 42%. O dado confirma uma divisão de gênero desfavorável ao bolsonarismo, que enfrenta maior resistência no eleitorado feminino.

Outro dado relevante é a rejeição. Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum. No caso de Lula, a rejeição é de 47%. Além disso, 38% afirmam que Lula é o único candidato em quem votariam, contra 25% que dizem o mesmo sobre Flávio. Isso significa que o presidente tem uma base de voto exclusivo maior e uma rejeição menor do que a do adversário.

A comparação é politicamente dura para o senador bolsonarista. Flávio Bolsonaro depende de uma transferência quase integral do voto de Jair Bolsonaro, mas encontra resistência fora do núcleo mais fiel da extrema direita. A pesquisa mostra que ele tem força entre os bolsonaristas convictos, mas enfrenta dificuldade para crescer entre eleitores menos ideológicos, não polarizados ou críticos simultaneamente a Lula e ao bolsonarismo.

Nos cruzamentos de polarização, o levantamento mostra que Lula chega a 35% entre os eleitores não polarizados no cenário 1 de primeiro turno, contra 26% de Flávio Bolsonaro. Esse dado é relevante porque indica que, mesmo fora dos campos mais mobilizados da disputa, o presidente consegue desempenho superior ao do adversário.

A pesquisa também revela que 77% dos eleitores de Flávio Bolsonaro no cenário 1 dizem que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar.

Entre os eleitores de Lula, esse índice é ainda maior: 81%. A vantagem mostra que o presidente não apenas lidera, mas também conta com um eleitorado ligeiramente mais consolidado.

O conjunto dos números aponta para um quadro de vantagem estrutural de Lula. O presidente lidera no espontâneo, vence nos dois cenários estimulados de primeiro turno, aparece à frente no segundo turno, tem menor rejeição que Flávio e possui uma base exclusiva de voto mais ampla. 

Para Flávio Bolsonaro, o levantamento traz um sinal negativo: mesmo herdando o sobrenome político mais conhecido da extrema direita, ele ainda não consegue superar o teto bolsonarista nem reduzir a distância em relação ao presidente.


Fonte: Brasil 247

BOLSA FAMÍLIA - Em queda nas pesquisas, Flávio Bolsonaro sai em defesa do Bolsa Família. Senador afirma que há preconceito contra beneficiários; parlamentar também defendeu a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil

 


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu nesta segunda-feira (15) a manutenção e o fortalecimento do Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do país, e afirmou que existe preconceito contra os beneficiários da iniciativa. 

Ao abordar o programa social, frequentemente associado aos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar afirmou que muitos beneficiários têm receio de ingressar no mercado formal de trabalho por medo de perder o auxílio e voltar a enfrentar dificuldades financeiras. Segundo Flávio, o Bolsa Família representa uma garantia de estabilidade para famílias que já passaram por situações de extrema vulnerabilidade.

" A gente tem que entender que tem uma memória afetiva, até. O Bolsa Família é estabilidade para quem já passou fome. A pessoa pensa o seguinte: ‘olha, se eu arrumar um trabalho de carteira assinada e eu perder o Bolsa Família, e se eu perder o meu trabalho, como é que eu vou ficar? Vou voltar para aquela época que eu passava fome de verdade’", afirmou o pré-candidato durante um debate promovido pela revista Veja, em São Paulo, de acordo com a Folha de São Paulo.

Bolsa Família e mercado de trabalho

O senador defendeu mecanismos que garantam mais segurança aos beneficiários que conquistam emprego formal, evitando que a transição para o mercado de trabalho represente um risco para a renda familiar.

" Então a gente tem que entender essa lógica que passa na cabeça das pessoas que precisam disso, reafirmar mais uma vez para elas que isso vai ser mantido e nós vamos potencializar essa garantia para estimular que as pessoas possam ter um emprego formal", declarou. Flávio classificou o Bolsa Família como um "direito adquirido" e argumentou que programas de assistência alimentar voltados à população de baixa renda existem em diversos países.

Apoio à isenção do Imposto de Renda

Durante o debate, o senador também manifestou apoio à proposta de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês.

Embora concorde com a medida, ele criticou a estratégia adotada pelo governo Lula para compensar a perda de arrecadação. "A única diferença é que, com Bolsonaro, certamente você teria uma compensação de abrir mão dessa receita quando você elevar o patamar da isenção do imposto", disse.

Daniella Marques reforça equipe

Flávio confirmou ainda que Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Jair Bolsonaro, participará de sua equipe de campanha, com atuação voltada especialmente para temas ligados à mobilidade social.

Sem detalhar qual será exatamente sua função, o senador destacou a confiança que deposita na ex-executiva e seu papel na equipe econômica liderada por Paulo Guedes.

"[Daniella] é uma pessoa que está se dispondo a estar próxima de nós. Não porque é mulher. É porque ela, para mim, é a melhor pessoa que tinha no time do Paulo Guedes. Então, tenho certeza de que muita coisa que o Paulo Guedes conseguiu implementar a Dani ajudou a construir e a viabilizar", afirmou.

" É uma pessoa que eu respeito demais, em quem eu confio demais, está se dispondo a estar perto de nós na campanha e vai me ajudar não só nessa parte econômica, mas principalmente na pauta de mobilidade social", completou.

Críticas à relação com a imprensa

Ao falar sobre aprendizados da gestão de Jair Bolsonaro, Flávio afirmou que a relação conflituosa com parte da imprensa foi um dos erros cometidos pelo governo anterior.

" O relacionamento com a imprensa] foi um dos problemas que eu identifico no governo do presidente Bolsonaro. O relacionamento com a imprensa, o preconceito muitas vezes de quem estava gerindo o orçamento para publicidade com relação a alguns veículos de comunicação", declarou.

Segundo ele, essa postura não deve ser repetida em um eventual governo sob sua liderança. "Isso, obviamente, tem que ser mudado radicalmente. É um aprendizado de uma coisa que eu acho que foi feita errada e que a gente não precisa repetir. Pode fazer muito melhor e assim será num possível governo meu."

Caso Banco Master e cenário eleitoral

Questionado sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Flávio afirmou que o contato entre ambos esteve relacionado exclusivamente ao financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro.

A minha relação com ele foi única e exclusivamente por causa do filme. Eu vejo as coisas pelo lado bom, porque não tem outra coisa para falar de mim a não ser isso, que é algo que não tem absolutamente nada de errado. É uma relação privada, um investimento. E a pessoa [Vorcaro] teria um retorno. E, se Deus quiser, muito em breve todos verão o filme aí. Ficou bem legal", disse.

O senador também minimizou especulações sobre o distanciamento de lideranças da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

"Todos virão no momento que eles entenderem melhor. A realidade é que nós já estamos falando de campanha, estamos falando de eleição, mas a massa do povo brasileiro não está atenta para isso ainda", concluiu.


Fonte: Brasil 247

TRETA - Polêmica entre Romário e Fernanda Gentil ganha novo capítulo. Comentário de Romário após Brasil e Marrocos gerou críticas durante transmissão da Copa pela CazéTV

 



Romário se manifestou depois de receber críticas por uma resposta dada à apresentadora  Fernanda Gentil após o empate entre Brasil e Marrocos. As informações são da coluna Fábia Oliveira, no Metrópoles. 

“Houve um ruído na imprensa em relação à fala da Fernanda Gentil, de que eu teria sido rude, grosso. A Fernanda é uma das 10 pessoas que mais conhece futebol no nosso país. Tenho um respeito muito grande por ela e ela é uma das únicas pessoas que, quando fala o que vê, fala a verdade”, afirmou Romário.

O ex-atacante também classificou a situação como um desencontro e voltou a elogiar a apresentadora. Ao encerrar o recado, reforçou sua admiração pelo trabalho de Fernanda Gentil.

“Você é foda!”, disse Romário.

A polêmica começou após o empate entre Brasil e Marrocos, no último sábado (13/6), durante a cobertura da Copa do Mundo pela CazéTV. Na ocasião, Fernanda Gentil questionou Romário se o resultado poderia ser visto como uma derrota para a Seleção Brasileira.

Ao responder, o ex-jogador afirmou que quem pensava daquela forma “não entendia de futebol”. A frase provocou críticas de internautas, que entenderam a declaração como uma resposta direta e dura à jornalista.

Fernanda Gentil, no entanto, minimizou a repercussão e afirmou, ao vivo na CazéTV, que não se sentiu ofendida pela fala de Romário. A apresentadora também negou que tenha havido qualquer desentendimento entre os dois.

Para mim não foi assim como vocês estão imaginando, ou como pode ter parecido. Ali na hora, né? A gente está com ponto no ouvido, muito barulho, jogo, aquela coisa, o diretor falando, e ele respondendo ali, e a gente naquele clima maravilhoso. Eu e o Romário já trabalhamos juntos em outras oportunidades, nos conhecemos pessoalmente”, explicou.

A apresentadora disse ainda que só percebeu a dimensão da repercussão depois de deixar a transmissão e acompanhar os comentários nas redes sociais.

" E aí, enfim, saiu do jogo, cheguei em casa e começou a pipocar uma coisa ou outra: ‘Romário grosseiro’, ‘estúpido’… Gente, não foi isso e, em nenhuma das respostas, não foi isso que ele quis dizer”, afirmou.

O esclarecimento dos dois reduziu o tom da controvérsia em torno da transmissão. Enquanto Romário reforçou o respeito pela jornalista, Fernanda Gentil sustentou que a fala do ex-jogador foi interpretada de maneira diferente do contexto em que ocorreu.


Fonte: Brasil 247

VORCARO - PF vê delação frágil e diz que investigação de Vorcaro nem chegou à metade. Polícia Federal rejeitou acordo do ex-banqueiro, apontou falta de novidades e afirma que a operação está longe da conclusão do caso.

 


A Polícia Federal considera que as investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ainda estão longe da conclusão. Segundo integrantes da equipe responsável pelo caso, há um extenso volume de documentos, registros e informações obtidos por buscas e apreensões e por quebras de sigilo que permanecem sob análise. Nesse contexto, a corporação rejeitou pela segunda vez, em menos de um mês, uma proposta de colaboração premiada apresentada pelo empresário.

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, investigadores avaliam que os relatos oferecidos por Vorcaro não trouxeram elementos novos relevantes para o avanço das apurações. A avaliação interna é de que a colaboração não atende aos requisitos necessários para a celebração de um acordo.

Um integrante da equipe de investigação afirmou à reportagem que a operação "não chegou sequer à metade". A expectativa dos investigadores é de que a análise do material já apreendido revele novos elementos sobre o esquema investigado, o que reforça o entendimento de que ainda há muito trabalho a ser realizado antes da conclusão do caso.

PF vê fragilidades em proposta de colaboração

Na última quinta-feira (11), a Polícia Federal comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a rejeição da segunda tentativa de delação apresentada por Vorcaro. Segundo a corporação, o ex-dono do Banco Master não apresentou informações inéditas em relação ao que já foi descoberto pelos investigadores.

Além disso, a PF entendeu que a proposta não trouxe detalhes relevantes sobre eventuais crimes praticados por parceiros ou outros integrantes do esquema sob investigação. Para investigadores envolvidos nas negociações, uma colaboração premiada só produz resultados quando o investigado apresenta informações completas, acompanhadas de provas e capazes de ampliar o alcance das apurações.

Pessoas que participaram das conversas afirmaram à Folha, sob reserva, que a colaboração premiada é um direito da defesa, mas que seu êxito depende da disposição do investigado em apresentar informações verdadeiras e abrangentes.

Relação com Ciro Nogueira está entre os impasses

Um dos pontos de maior tensão durante as negociações envolve a relação entre Vorcaro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas. Segundo interlocutores, o ex-banqueiro ainda não apresentou explicações consideradas satisfatórias sobre o tema.

De acordo com a reportagem, os investigadores já reuniram elementos independentes sobre essa relação. Mesmo assim, Vorcaro teria sustentado que os vínculos financeiros com o senador ocorreram exclusivamente por amizade.

Ciro Nogueira nega qualquer irregularidade. Após ser alvo de uma operação policial no mês passado, o parlamentar declarou: "Nunca recebi nenhum valor ilícito ou cometi qualquer irregularidade que seja, nesse caso ou em qualquer outro".

Suspeitas envolvem pagamentos ao senador

Entre as linhas de investigação da Polícia Federal está a suspeita de que Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, teria realizado repasses financeiros destinados ao senador. As apurações também investigam o suposto pagamento de despesas pessoais, incluindo viagens e deslocamentos em aeronaves particulares.

Segundo a PF, Felipe Vorcaro teria participado de uma parceria "ligada aos pagamentos mensais em favor do senador, correspondentes, inicialmente, ao valor de R$ 300 mil, com indícios de que teriam sido posteriormente aumentados para a importância de R$ 500 mil". Felipe Vorcaro chegou a ser preso temporariamente durante o andamento das investigações. As suspeitas integram um conjunto mais amplo de apurações conduzidas pela Polícia Federal e supervisionadas pelo Supremo Tribunal Federal.

Crise interna atinge equipe de defesa

As dificuldades enfrentadas por Daniel Vorcaro junto às autoridades também tiveram reflexos dentro de sua equipe jurídica. A fragilidade das informações apresentadas durante as negociações teria provocado atritos com advogados que atuavam em sua defesa.

O caso mais recente envolveu José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, que deixou oficialmente a defesa em 22 de maio. Segundo relatos obtidos pela Folha, o advogado teria discutido com Vorcaro pouco antes de anunciar sua saída.

Pessoas próximas ao caso relataram que Oliveira Lima avaliava que o empresário ainda não compreendia plenamente a gravidade da situação enfrentada. Procurado pela reportagem, o criminalista preferiu não comentar o episódio.

Saídas sucessivas marcam estratégia jurídica

Na mesma conversa em que ocorreu o desentendimento, Juca também teria alertado Vorcaro sobre o risco de agravamento de sua situação caso não apresentasse às autoridades um relato completo dos crimes investigados e dos envolvidos no esquema. Segundo a reportagem, esse relato chegou a gabinetes do Supremo e ao ministro André Mendonça, relator do caso.

Além das divergências com o cliente, Oliveira Lima também enfrentou dificuldades na interlocução com o relator. Segundo a Folha, houve um desgaste entre advogado e ministro durante as tratativas relacionadas à primeira proposta de colaboração premiada.

A saída de Juca foi a mais recente de uma série de mudanças na defesa de Vorcaro. Antes dele, Walfrido Warde deixou o caso em janeiro. Em março, Pierpaolo Bottini também se afastou da equipe, alegando motivos pessoais. Roberto Podval igualmente deixou de atuar na defesa do empresário.

Investigação pode ser prorrogada

Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro do ano passado, quando tentava embarcar para o exterior pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos. A Polícia Federal suspeitou de uma tentativa de fuga, interpretação contestada pelo empresário.

Segundo sua versão, a viagem tinha como objetivo buscar investidores interessados na compra do Banco Master. Desde então, o caso ganhou novos desdobramentos e passou a mobilizar diferentes escritórios de advocacia.

Investigadores ouvidos pela Folha afirmaram que o ministro André Mendonça deverá prorrogar o prazo das investigações até que todo o material obtido nas buscas, apreensões e quebras de sigilo seja analisado. A avaliação da Polícia Federal é de que as apurações ainda estão em estágio intermediário e que novas descobertas podem surgir à medida que o conteúdo reunido for examinado.


Fonte: Brasil 247

CAPOTAMENTO - Ônibus com jogadores de time sub-17 capota na BR-304 no RN; dois ficam feridos

 


Coordenador do Mossoró Esporte Clube sofreu fratura, enquanto mordomo teve escoriações leves. Equipe retornava para Mossoró após vencer jogo em Natal por 5 a 0.

Um ônibus que transportava jogadores do time sub-17 do Mossoró Esporte Clube saiu da pista e capotou em um barranco às margens da BR-304 no município de Caiçara do Rio do Vento, no interior do Rio Grande do Norte. O acidente aconteceu por volta das 21h deste domingo (14).

Duas pessoas ficaram feridas - o coordenador da equipe sofreu uma fratura e o mordomo teve escoriações leves. Ambos foram atendidos no Hospital Alfredo Mesquita, em Macaíba, e estavam bem, segundo o clube.

Os jogadores e demais ocupantes do ônibus já estavam em casa na manhã desta segunda-feira (15), de acordo com o Mossoró Esporte Clube.

Ao todo, havia 28 pessoas no ônibus, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O Corpo de Bombeiros informou que quando chegou ao local já havia ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizando os resgates das vítimas, que foram encaminhadas inicialmente para uma UPA em Lajes.

O time voltava para Mossoró após ter vencido o Rio Grande Futebol Clube por 5 a 0 no estádio Juvenal Lamartine, em Natal, pela 3ª rodada do Campeonato Potiguar Sub-17.

O Corpo de Bombeiros informou que, segundo relatos dos próprios ocupantes do veículo, o ônibus teria tombado na pista por conta de buracos, e terminou capotando no barranco.

Segundo o Mossoró Esporte Clube, "toda a delegação do Sub-17 está bem após o ocorrido, tendo sido registrado apenas um grande susto".

O clube agradeceu às "mensagens de apoio, carinho e preocupação" e disse que segue "acompanhando a situação e prestando todo o suporte necessário aos envolvidos".


Fonte: G1

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