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sábado, 9 de maio de 2026

ENGORDA - MPF cobra obras emergenciais e reestruturação da drenagem em Ponta Negra

 


O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública contra a Prefeitura do Natal para exigir a reestruturação do sistema de drenagem pluvial da praia de Ponta Negra, na zona Sul da capital potiguar. O órgão também pediu à Justiça a realização de obras emergenciais para evitar novos alagamentos na região, devido à proximidade com o período chuvoso.

Segundo consta no processo, o órgão destaca que Ponta Negra sofre constantemente com alagamentos após a realização da obra de aterro hidráulico, mais conhecida por “engorda”, concluída no final de 2025. O documento aponta que a falta de drenagem traz prejuízos para o turismo, risco iminente à saúde pública e potencial para acelerar a erosão do Morro do Careca e reduzir a nova faixa de areia.

De acordo com os procuradores da República Ilia Freire, Victor Mariz e Camões Boaventura, o cenário representa uma “gravíssima crise socioambiental e técnica”. O MPF argumenta ainda que a Prefeitura anunciou um concurso para elaboração de projeto de paisagismo e urbanização da orla sem antes solucionar os problemas de drenagem.

Entre os pedidos apresentados à Justiça, o Ministério Público Federal solicita que o município de Natal realize, em até 30 dias, obras emergenciais de manutenção, limpeza e desobstrução semanal das bocas de lobo e dissipadores instalados na praia. O órgão também pede a interdição e isolamento de áreas consideradas de risco, incluindo a base do Morro do Careca, além da suspensão de novas licenças urbanísticas até que o sistema de drenagem seja definitivamente solucionado.

Caso a liminar seja aceita, a Prefeitura deverá fornecer em até 15 dias toda a documentação técnica relacionada à drenagem da praia e os dados mensais de volumetria da areia utilizada na engorda. O MPF requer ainda aplicação de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento das medidas. Na ação, o órgão também solicita indenização mínima de R$ 500 mil por danos morais coletivos.

Estudos apontam falhas


A ação cita estudos técnicos da Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec) e perícias do próprio MPF que apontaram falhas estruturais no sistema de drenagem da orla. Segundo os levantamentos, foram identificadas tubulações falsas, galerias obstruídas por concreto e rochas, além de problemas no funcionamento dos 16 dissipadores existentes, que não estariam conseguindo dispersar adequadamente as águas pluviais.


As análises também indicam que a água da chuva estaria se misturando à rede de esgoto, favorecendo a proliferação de vetores de doenças. Além disso, o MPF aponta que o deságue inadequado próximo ao Morro do Careca pode acelerar a erosão da duna e provocar perda da faixa de areia ampliada pela obra da “engorda”.


O MPF destacou ainda que, durante as chuvas registradas em abril deste ano, uma vala foi aberta nas proximidades do Morro do Careca devido à força da água em direção ao mar, arrastando parte da areia da praia. A perícia técnica concluiu que são necessárias ações preventivas e corretivas permanentes para evitar novos danos e prejuízos financeiros relacionados à recuperação da faixa de areia.


Ainda na ação, o MPF informou que tentou obter documentos técnicos da drenagem junto à Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), mas os registros não teriam sido fornecidos. O órgão também afirma que buscou acompanhar a fiscalização das obras de forma extrajudicial, sem sucesso.


Para os procuradores responsáveis pelo caso, o município errou ao priorizar a execução da engorda antes da conclusão do sistema de drenagem e foi omisso na fiscalização de ligações clandestinas e na manutenção da estrutura existente.


A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou a Prefeitura do Natal para um posicionamento e aguarda retorno.


Explicações anteriores


No último dia 26 de abril, o secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), Thiago Mesquita afirmou à TRIBUNA DO NORTE que os chamados “espelhos d’água” observados após chuvas intensas representam justamente o mecanismo criado para desacelerar o fluxo da água da chuva e evitar erosões mais graves na orla.


Segundo ele, o sistema foi reestruturado com a instalação de 16 dissipadores de energia, estruturas que funcionam como reservatórios para reduzir a velocidade da água antes do deságue no mar. “O objetivo é justamente evitar que a água chegue com força à praia e cause voçorocas, como acontecia antes. Se não houvesse esse sistema, a água escoaria diretamente para o mar com grande velocidade, causando danos muito maiores”, afirmou à época.


Mesquita explicou ainda que, antes da obra da engorda, a água da chuva descia de áreas mais altas da zona Sul, inclusive da região do estádio Frasqueirão, chegando à praia com forte velocidade e provocando processos erosivos. Segundo o secretário, esse cenário contribuiu para o agravamento da erosão costeira que levou o município a decretar situação de emergência em 2024.


Na ocasião, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) afirmou que a formação das lâminas d’água ocorre especialmente em chuvas acima de 40 mm e que o comportamento do sistema já era previsto tecnicamente no projeto aprovado pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).


O secretário também rebateu críticas sobre suposta ausência de drenagem ou falhas estruturais na obra. “A execução foi perfeita, a ponto de estarmos aí, hoje, com o aterro hidráulico cumprindo rigorosamente sua função e a drenagem também, mesmo diante de chuvas tão intensas”, declarou em entrevista anterior à reportagem.


Outro ponto destacado pelo secretário foi a existência de ligações clandestinas de esgoto na rede pluvial da cidade. De acordo com ele, episódios de presença de esgoto na praia estão relacionados a essas conexões irregulares e não diretamente à obra da engorda. Segundo a Semurb, ações de fiscalização vêm sendo intensificadas, com aplicação de multas e tamponamentos de tubulações irregulares.

Fonte: Tribuna do Norte




POLÍCIA - Cúpula de facção denunciada no RN tinha estrutura administrativa e até setor de 'transparência', diz MP

 


Justiça acatou denúncia contra 26 pessoas por envolvimento com organização criminosa. Uma advogada está entre os réus.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou 25 pessoas apontadas como integrantes da cúpula da facção Sindicato do Crime do RN, além de uma advogada suspeita de fazer parte da organização criminosa.

A denúncia foi recebida pela Justiça, que tornou os investigados réus em um processo criminal por organização criminosa armada, associação para o tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

A ação é resultado da Operação Treme Tudo, deflagrada em dezembro do ano passado para desarticular células armadas da facção. Durante a operação, foram cumpridos mandados no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Rondônia.

Segundo o MPRN, a organização possuía uma estrutura hierárquica, com divisão de funções entre lideranças, operadores financeiros, responsáveis por arrecadação, integrantes ligados ao tráfico de drogas, e responsáveis pela comunicação entre presos e membros em liberdade.

Estrutura

No topo da estrutura estaria a chamada “Final”, formada pelos fundadores da organização. Logo abaixo aparecia o “Conselho”, considerado um órgão deliberativo responsável por autorizar execuções, resolver conflitos internos e definir diretrizes para a facção. As investigações apontam que integrantes desse núcleo utilizavam grupos de mensagens para coordenar ações criminosas em diferentes regiões do estado.

Parte do conselho também desempenhava papel de “Transparência”, responsável pelo cadastro de integrantes, monitoramento das áreas dominadas pela facção, levantamento de demandas internas e inclusive emissão de mensagens para a população.

As investigações identificaram ainda grupos destinados exclusivamente ao controle financeiro da facção. De acordo com o processo, havia divisão por zonas de arrecadação em Natal e no interior do estado, com integrantes responsáveis por recolher dinheiro do tráfico de drogas e repassar os valores à cúpula.


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PARNAMIRIM - Centro Cultural de Parnamirim recebe estudantes para lançamento de foguetes

 


O Centro Cultural Trampolim da Vitória (CCTV), da Prefeitura de Parnamirim, recebeu nesta quarta e quinta-feira, 6 e 7 de maio, os alunos do 7º e 8º ano da Escola Sesc Zona Norte para uma atividade de lançamento de foguetes feitos com garrafa PET, utilizando propulsão a água e ar.

A ação integra a preparação dos estudantes para a OBAFOG 2026 (Olimpíada Brasileira de Foguetes), unindo teoria e prática científica de forma dinâmica e educativa. Os participantes construíram e lançaram foguetes com o objetivo de alcançar a maior distância horizontal possível.





Os melhores lançamentos podem garantir vaga na Jornada de Foguetes, em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro.

Durante a visita, os estudantes também conheceram o acervo histórico do CCTV, patrimônio da UNESCO que reconta a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

PARNAMIRIM - Prefeitura intensifica melhorias em ruas de Emaús, Centro e Passagem de Areia

 

Foto: Augusto Ferreira 

Com o objetivo de melhorar as vias públicas e a infraestrutura do município, a Prefeitura de Parnamirim segue intensificando os serviços de manutenção urbana em diferentes regiões da cidade, com ações como operação tapa-buraco e outros serviços. 

Nesta quinta-feira (8), equipes da Secretaria de Infraestrutura e Saneamento realizaram manutenção do calçamento da Rua Santa Matilde, no bairro de Emaús, além de intervenções em vias localizadas no entorno do ginásio de Passagem de Areia.


Foto: Augusto Ferreira 


Foto: Augusto Ferreira 


Foto: Augusto Ferreira 


Foto: Augusto Ferreira 


Foto: Augusto Ferreira 


Foto: Augusto Ferreira 


Foto: Augusto Ferreira 


Foto: Augusto Ferreira 


Foto: Augusto Ferreira 


Foto: Augusto Ferreira 


Também foram executados serviços de manutenção e nivelamento de estradas vicinais, incluindo a marginal da BR-101, nas proximidades da Ster Bom. Em Passagem de Areia, as equipes atuaram ainda na manutenção de calha da Rua Bolívia, no cruzamento com a Rua Senador Duarte Filho.

Outra frente de trabalho aconteceu no Centro, com a melhoria asfáltica na Avenida Brigadeiro Everaldo Breves. Essas iniciativas reforçam o interesse da gestão em promover melhorias na mobilidade e na segurança de motoristas e pedestres.

PARNAMIRIM - Prefeitura de Parnamirim lança “Projeto Moradia que Transforma”

 

Foto: Caroline Torres

A Prefeitura de Parnamirim lançou nesta quinta-feira (7), no auditório do Centro Administrativo, na Cohabinal, o projeto “Moradia que Transforma”, uma iniciativa pioneira no estado que busca proporcionar mais qualidade de vida às famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de melhorias na estrutura das residências.

Foto: Caroline Torres


Foto: Caroline Torres


Foto: Caroline Torres


Foto: Caroline Torres

A ação é conduzida pela Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária (SEHARF), em parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte, e prevê pequenas reformas que garantam moradias mais dignas, seguras e acolhedoras para as famílias beneficiadas.

O projeto piloto será iniciado na Rua da Paz, no bairro Monte Castelo, onde os imóveis selecionados também passarão pelo processo de regularização fundiária.

As equipes da SEHARF realizam visitas domiciliares para identificar as necessidades das famílias e verificar se atendem aos critérios do programa. As residências contempladas poderão receber serviços como reparos e substituição de esquadrias e pisos, reforma de fachadas e adequações em banheiros sem instalação sanitária apropriada.

Durante o lançamento, a prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz, destacou a importância social do projeto. “Parabéns a todos os envolvidos. Estou muito feliz! Juntos, vamos realizar o sonho de muitas famílias. Isso significa dignidade e transformação na vida das pessoas”, afirmou.

A coordenadora do Núcleo de Extensão e Prática de Construção Civil (NEPPCON), Cleide Oliveira, parabenizou a Prefeitura pela iniciativa pioneira e ressaltou o impacto positivo da ação na valorização das comunidades e no bem-estar dos moradores.

Também participaram do evento o secretário de Habitação, Vinícius Barros, a secretária adjunta da pasta, Elze Tavares, representantes da Câmara dos Vereadores, do IFRN e servidores municipais.

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