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quinta-feira, 7 de maio de 2026

LULA COM TRUMP - Trump diz que Lula é 'muito dinâmico', elogia reunião e fala que novos encontros ocorrerão

 

Foto : Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026 — Foto: Presidência da República


O Presidente dos EUA disse que muitos temas foram discutidos no encontro, incluindo comércio e tarifas. Trump ficou reunido com Lula por cerca de três horas na Casa Branca.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta quinta-feira (7) a reunião que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O norte-americano avaliou o encontro como “muito bom”.

Em uma rede social, Trump disse que os dois discutiram temas como comércio e tarifas. Segundo ele, novas conversas entre representantes dos dois países já estão previstas para avançar em pontos considerados estratégicos.

“Acabo de concluir minha reunião com Luiz Inácio Lula da Silva, o muito dinâmico presidente do Brasil. Discutimos muitos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas”, diz o texto.

“A reunião foi muito boa. Nossos representantes devem se reunir para tratar de alguns pontos-chave. Novos encontros serão marcados nos próximos meses, conforme necessário.”

O governo brasileiro também fez uma publicação nas redes sociais sobre a reunião, com a legenda “Diálogo e respeito”.

“Brasil e EUA sempre foram parceiros e mantêm uma relação de amizade e respeito há mais de 200 anos. O encontro entre os chefes de Estado durou mais de três horas, durante as quais eles trataram de temas importantes para os dois países e para o mundo.”

Lula chegou à Casa Branca por volta das 12h15 (horário de Brasília). Os dois participaram de uma reunião com autoridades, seguida de um almoço.

Havia a expectativa de uma declaração conjunta à imprensa no Salão Oval. Uma fonte do governo brasileiro ouvida pela TV Globo afirmou que a fala foi cancelada porque a reunião se estendeu além do previsto.

O presidente Lula deve conversar com jornalistas ainda nesta quinta-feira, antes de iniciar a viagem de retorno ao Brasil.

O encontro foi uma “visita de trabalho”, formato menos formal do que uma reunião bilateral tradicional.

Segundo fontes da diplomacia do Brasil, a reunião foi vista como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após os EUA aplicarem tarifas contra produtos brasileiros e sanções contra autoridades nacionais.

Além da economia, era esperado que os dois presidentes também tratassem de outros temas, como:

-ataques dos EUA ao PIX;

-cooperação no combate ao crime organizado e ao narcotráfico;

-parcerias em minerais críticos e terras raras;

-geopolítica na América Latina, no Oriente Médio e na ONU;

-eleições no Brasil.

Antes do encontro desta quinta, Lula e Trump falaram por telefone no dia 1º de maio. O governo brasileiro disse que a conversa foi "amistosa".


Fonte: G1


LULA COM TRUMP NOS EUA - Lula e Trump: o que os dois presidentes querem ganhar com encontro na Casa Branca?

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem um encontro previsto para as 12h (horário de Brasília) nesta quinta-feira (7/5) com o presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca, nos Estados Unidos.

A reunião vinha sendo negociada desde janeiro, chegou a ser prevista para março, mas acabou acontecendo em um momento em que a chamada "química excelente" entre os dois líderes vinha dando sinais de estremecimento.

A BBC News Brasil ouviu especialistas em relações internacionais e fontes ligadas ao governo brasileiro para entender o que é que Trump e Lula querem ou têm a ganhar com esse encontro.

Eles afirmam que, do lado brasileiro, o governo tem o objetivo de derrubar o restante das tarifas que ainda vigoram contra a importação de produtos brasileiros.

Além disso, Lula também quer frear ou convencer o governo norte-americano a encerrar investigações comerciais que miram a economia brasileira, entre elas uma que apura supostas irregularidades envolvendo o Pix.

As pautas brasileiras, porém, não seriam apenas econômicas, segundo os especialistas.

Na avaliação deles, um outro objetivo do governo brasileiro é manter aberto um canal de comunicação direto com Trump, tentando diminuir a influência da ala bolsonarista radicada nos Estados Unidos a poucos meses das eleições presidenciais.

Do lado norte-americano, Trump deverá usar o encontro para mostrar uma imagem de relativo prestígio ao receber mais um líder na Casa Branca em um momento em que a guerra contra o Irã é contestada nacional e internacionalmente, além de possibilitar o aprofundamento de negociações em áreas consideradas estratégicas para os EUA como o barateamento do preço da carne bovina e o acesso a reservas de minerais estratégicos.

que Lula quer?

Na avaliação do professor de Ciência Política da Universidade de Berea, nos Estados Unidos, Carlos Gustavo Poggio, o encontro de Lula e Trump é mais importante para o brasileiro que para o norte-americano.

"Lula tem uma eleição geral para enfrentar. Trump tem eleições legislativas de meio de mandato, mas a importância dos EUA na pauta comercial do Brasil é maior do que a do Brasil para a pauta dos EUA. Por isso, acho que essa visita tem um peso maior para Lula que para Trump", explica.

Na avaliação do professor, os interesses mais concretos de Lula com essa visita são econômicos.

"A questão mais concreta, evidentemente, é a suspensão das tarifas remanescentes que existem sobre a exportação de produtos brasileiros, especialmente a tarifa sobre a carne. Isso é algo que também interessa, hoje, o governo norte-americano. Se o Brasil conseguir algum avanço nisso, seria algo interessante para o governo brasileiro", diz Poggio.

O professor também avalia que o governo Lula poderá usar o interesse dos norte-americanos nas reservas de minerais críticos como uma espécie de "moeda de troca" à medida que o governo brasileiro, por sua vez, quer a garantia de que investimentos em projetos minerais no Brasil envolvam transferência de tecnologia e beneficiamento da matéria-prima em território nacional.

Além disso, o professor avalia que o governo deverá tentar convencer o governo norte-americano a encerrar as investigações com base na seção 301 da Lei de Comércio que atinge o Pix brasileiro.

A preocupação do Brasil com o tema começou em julho do ano passado, na mesma época em que o governo Trump impôs um tarifaço de 40%.

Naquele mês, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) abriu uma investigação com base na seção 301 da Lei de Comércio do país sobre práticas comerciais supostamente irregulares do Brasil e incluiu o Pix entre os itens sob apuração.

Os norte-americanos afirmam que o Pix representaria uma ameaça à atuação de empresas dos Estados Unidos que operam o mercado de meios de pagamento. Do lado brasileiro, técnicos defendem que o sistema não prejudica empresas norte-americanas numa tentativa de evitar sanções.

O professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Haroldo Ramanzini Júnior, diz que o governo também pode obter ganhos no tema do combate ao crime organizado. Esse assunto vem sendo explorado pela oposição como uma das principais fraquezas do atual governo.

A condução do assunto junto aos norte-americanos é particularmente sensível porque, segundo interlocutores do presidente Lula ouvidos pela BBC News Brasil, uma ala da administração Trump defende que os EUA designem facções criminosas brasileiras como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

Ao longo dos últimos meses, técnicos e diplomatas brasileiros vêm tentando convencer os norte-americanos a mudarem de ideia e não procederem com a designação. O governo brasileiro teme que essa medida abra espaço para ações militares ou policiais norte-americanas em território brasileiro.

Para o professor Ramanzini Júnior, se Lula conseguir convencer Trump a desistir dessa ideia, isto representará um ganho importante para o petista.

"Isso poderá ser considerado uma vitória do Brasil, já que setores do governo norte-americano vinham sinalizando a adoção de uma abordagem unilateral potencialmente ameaçadora à soberania do país", diz o professor à BBC News Brasil.

O que Trump quer?

Do outro lado deste encontro estará Trump, líder conhecido por tentar negociar usando táticas consideradas agressivas.

Para o professor Poggio, parte dos interesses de Trump convergem com os do Brasil.

"Trump quer reduzir o preço da carne. Aparentemente, ficou evidente para ele que as tarifas sobre a carne brasileira geraram inflação. Talvez, esse seja o principal interesse dele nesse encontro", disse o professor.

Poggio também citou o interesse de Trump nos minerais críticos brasileiros.

"Os EUA querem acesso privilegiado às reservas brasileiras e algum tipo de amarração, uma espécie de garantia de fornecimento com exclusividade do Brasil para os EUA. Neste ponto, pode haver divergência porque o Brasil não quer se tornar fornecedor exclusivo de um país", afirma o professor.

Para Poggio, a visita também pode gerar dividendos políticos e simbólicos para Trump em um momento em que sua liderança internacional é contestada, entre outros motivos, pelo prolongamento da guerra contra o Irã.

"Com essa visita, ele consegue reforçar a narrativa de que ele está organizando as cadeias de suprimento críticas com grandes produtores de alimentos e minerais para conseguir competir com a China. Ele tenta reforçar uma imagem de pragmatismo internacional aparecendo com um líder de esquerda emblemático", diz.

A China é apontada pelo governo norte-americano como a principal ameaça geopolítica dos Estados Unidos.

Neste aspecto, o Brasil tem sido apontado por oficiais do governo dos EUA como um parceiro estratégico, pois além de ser um dos principais fornecedores de alimentos do mundo, o país é detentor da segunda maior reserva mundial de terras raras, minerais considerados essenciais para a transição energética e para a produção de equipamentos de alta tecnologia como telefones celulares, computadores e até mísseis.

Para o professor Ramanzini Júnior, uma aproximação de Trump com Lula também consolida parte da Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, divulgada no ano passado. O documento, revisado de tempos em tempos, colocou o hemisfério ocidental, do qual o Brasil faz parte, como uma área sobre a qual os Estados Unidos deveriam exercer sua influência.

"Se o hemisfério ocidental constitui uma prioridade de política externa, torna-se muito importante manter diálogo com um país central da região, como o Brasil. Além disso, o encontro também abre espaço para que temas de interesse dos EUA sejam colocados na agenda, como terras raras e minerais críticos", diz o professor.

Blindagem anti-Trump?

Nos últimos meses, interlocutores do presidente Lula vinham afirmando que um encontro entre Lula e Trump poderia ajudar o governo brasileiro a diminuir a influência que a ala bolsonarista sediada nos Estados Unidos tem sobre o governo norte-americano.

Esta ala é liderada pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo empresário e jornalista Paulo Figueiredo.

A interpretação do governo é de que essa ala foi a principal responsável por influenciar o governo Trump a impor o tarifaço sobre produtos brasileiros em julho de 2025 sob a justificativa de que ele era uma resposta a uma suposta "caça às bruxas" política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

À época, Bolsonaro enfrentava um julgamento que acabou o condenando a 27 anos de prisão por golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de direito. Sua defesa alega que ele é inocente.

O mal-estar causado pelo tarifaço só começou a ser desfeito em setembro de 2025, depois que Trump e Lula se encontraram na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

Foi nessa ocasião que Trump disse ter sentido uma "química excelente" com Lula. A partir de então, os dois se encontraram uma vez mais, na Malásia, e trocaram telefonemas.

Apesar disso, nos últimos meses, desentendimentos entre os dois governos deram a impressão de que a "química excelente" estaria abalada.

Em março, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) cancelou o visto concedido ao conselheiro sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos para o Brasil, Darren Beattie. Ele tentava fazer uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas segundo o governo brasileiro, não informou seu objetivo quando solicitou a permissão de entrada.

O segundo aconteceu em abril, quando o governo norte-americano determinou o retorno de um delegado da Polícia Federal que atuava na Flórida após a prisão do ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem, por agentes de imigração norte-americanos.

Ramagem é procurado pela Justiça brasileira e foi condenado pelo STF por crimes ligados aos atos de 8 de janeiro.

Em resposta, o governo brasileiro revogou os acessos de agentes norte-americanos que trabalhavam junto à PF no Brasil.

No governo brasileiro, a avaliação é de que o encontro, por si só, não seria capaz de impedir movimentos dos EUA para influenciar as eleições de 2026, mas ao menos serviria para manter um canal direto com Trump e não deixar que a ala bolsonarista fosse a única voz a tratar do tema "Brasil" junto a oficiais do governo dos EUA.

O professor Ramanzini Júnior, da UnB, tem uma avaliação semelhante.

"A visita aos EUA talvez contribua para tentar reduzir as chances de uma interferência direta do presidente Trump nas eleições brasileiras, mas não elimina a possibilidade de que big techs, setores do governo e atores ligados ao MAGA atuem em favor da extrema direita e de processos de desestabilização no Brasil", diz o professor.

Carlos Gustavo Poggio, por sua vez, diz não acreditar que uma visita a Trump "blinde" o Brasil contra interferências externas.

"Acho que essa visita não traz nenhum tipo de proteção contra Donald Trump. Aprendemos neste segundo mandato que qualquer tipo de acordo com ele não vale nada. Ele pode acordar amanhã e desfazer o acordo que fez no dia anterior. Basta ver como ele age com a Europa e com o Irã".

Fonte : CNN Brasil 

CASO MASTER - Como funcionava esquema entre Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro, segundo a PF

 

Foto: Senador Ciro Nogueira (PP-PI)  • 8/11/2023 - Roque de Sá/Agência Senado

A quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta quinta-feira (7), tem como um dos alvos o senador Ciro Nogueira (PP-PI). O objetivo da nova fase é aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

A operação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). O magistrado determinou que o senador está proibido de manter contato com testemunhas e demais investigados na operação.

Ao todo são cumpridos dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, nos estados do Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.

A PF apontou, em relatório enviado ao STF, que Ciro Nogueira recebeu "vantagens indevidas" de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.

Segundo o documento, o parlamentar teria apresentado uma emenda com objetivo de ampliar a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Segundo investigadores, o instrumento teria sido elaborado com participação de integrantes do Banco Master.

Além disso, "no plano patrimonial, aponta-se a percepção de vantagens reiteradas, materializadas por pagamentos mensais, aquisição societária com expressivo deságio, custeio de despesas pessoais e fruição de bens de elevado valor, além de indícios de recebimento de numerário em espécie".

Operação Compliance Zero

Deflagrada em novembro de 2025, a operação Compliance Zero tem objetivo de investigar os crimes relacionados ao Banco Master, com a finalidade de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o SFN (Sistema Financeiro Nacional).

A operação foi a responsável pela prisão do dono do Master, Daniel Vorcaro, mirando evitar uma possível fuga do ex-banqueiro.

Houve ainda ordem de bloqueio em contas em R$ 12,2 bilhões, além de apreensões de diversos carros de luxo, obras de arte e relógios.

As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.

Já em 2026, a operação prendeu o ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília)  Paulo Henrique Costa, suspeito de receber R$ 140 milhões de Vorcaro como propina para viabilizar a compra do Master, e também coordenar uma pressão interna para que acionistas comprassem ações usando verbas vindas do próprio Banco Master.

Operação Compliance Zero

Deflagrada em novembro de 2025, a operação Compliance Zero tem objetivo de investigar os crimes relacionados ao Banco Master, com a finalidade de combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o SFN (Sistema Financeiro Nacional).

A operação foi a responsável pela prisão do dono do Master, Daniel Vorcaro, mirando evitar uma possível fuga do ex-banqueiro.

Houve ainda ordem de bloqueio em contas em R$ 12,2 bilhões, além de apreensões de diversos carros de luxo, obras de arte e relógios.

As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, para investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira. Tais títulos teriam sido vendidos a outro banco e, após fiscalização do Banco Central, substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.

Já em 2026, a operação prendeu o ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília)  Paulo Henrique Costa, suspeito de receber R$ 140 milhões de Vorcaro como propina para viabilizar a compra do Master, e também coordenar uma pressão interna para que acionistas comprassem ações usando verbas vindas do próprio Banco Master.


Fonte: CNN Brasil



FUTEBOL - COPA DO NORDESTE . ABC goleia Juazeirense e avança à semifinal da Copa do Nordeste

 

Foto : Igor Bahia brilhou com a camisa do ABC • Guilherme Drovas/ABC F.C.

O ABC é o primeiro semifinalista da Copa do Nordeste. Na noite desta quarta-feira (6), na Arena das Dunas, o 'Mais Querido' goleou a Juazeirense por 4 a 0 e se classificou à próxima fase da competição.

O nome do jogo foi o atacante Igor Bahia, autor de dois gols, ambos no primeiro tempo. Na etapa final, João Pedro e Bruno Leite fecharam o placar.

Agora, o ABC aguarda o rival na semifinal. O time potiguar enfrentará o vencedor de Vitória e Ceará, que jogam nesta quarta-feira (6), no Barradão, em Salvador.

Diferentemente das quartas de final, as semifinais serão definidas em dois jogos, nos dias 20 e 27 de maio. Já as finais serão realizadas em 3 e 7 de junho.


quarta-feira, 6 de maio de 2026

CASO MASTER - Proposta de delação de Vorcaro decepciona investigadores da PF

 


Os depoimentos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, decepcionaram investigadores da Polícia Federal. A defesa dele finalizou a proposta de delação premiada sobre o mega esquema que causou prejuízos bilionários ao Banco de Brasília (BRB) e criou uma rede de pagamento de propina para autoridades.

A avaliação dos integrantes da PF é de que Vorcaro está poupando nomes e protegendo autoridades do alto escalão. A informação foi publicada inicialmente pela colunista Natália Martins, do Portal R7, e confirmada pelo Correio. De acordo com fontes ouvidas sob a condição de anonimato, o material apresentado foi classificado como "ruim".

"A delação está fraca, inconsistente, sem nomes do alto escalão. Do jeito que está, não ajuda as investigações", afirmou uma fonte.

Apesar do material não ter sido entregue formalmente, trechos já circulam entre os investigadores do caso. Os advogados devem protocolar a depoimento e os anexos nos próximos dias. Então terá início a avaliação oficial por parte da corporação e do Ministério Público.

Nas condições atuais, a proposta de delação pode não ser aprovada. A investigação obteve dados importantes sobre a participação de autoridades com foro por prerrogativa de função em mensagens obtidas em dois dos oito celulares de Vorcaro que foram apreendidos na Operação Compliance Zero.

As declarações feitas por ele até agora não contemplam todas as provas e não citam todas as pessoas que estão apontadas no material colhido pela perícia.


Fonte: Correio Brasiliense

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