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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

PENDURICALHOS - JUSTIÇA. Juízes terão que devolver penduricalhos. Medida foi determinada por ministros do STF e alcançam tribunais de Justiça de sete Estados.

 


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin determinaram, na quarta-feira (12), que os magistrados de sete tribunais de Justiça devolvam imediatamente os penduricalhos que receberam e que não estão de acordo com a decisão da Corte que limitou o pagamento dessas verbas.

Os ministros, que relatam diferentes ações sobre o tema, também determinaram a suspensão imediata da liberação desses valores após verificarem “pagamentos exorbitantes” a magistrados ativos e aposentados, bem como pensionistas dos Estados de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia e do Distrito Federal.

Os penduricalhos são as verbas indenizatórias pagas aos membros do Poder Judiciário para além do teto constitucional do funcionalismo público, atualmente fixado no subsídio de um ministro da Corte, em torno de R$ 46,3 mil.

Com a decisão, os presidentes desses tribunais deverão identificar os magistrados que foram beneficiados por esses pagamentos e enviem essas informações ao STF em até 72 horas, de maneira sigilosa.

Esta é a primeira vez que o STF determina a devolução dos valores pagos fora das diretrizes definidas pela Corte. Em junho, no entanto, a Corregedoria Nacional de Justiça, ligada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinou que o Tribunal de Mato Grosso do Sul devolvesse penduricalhos repassados entre março e abril a 91 juízes e desembargadores, no valor de mais de R$ 1 milhão.

De acordo com documentos enviados pelos próprios tribunais por determinação do STF, os ministros identificaram que, apesar das diretrizes definidas pela Corte, houve o registro de “inúmeros verbas pagas em desacordo”, como auxílio assistência pré-escolar; licença compensatória; turma recursal; diferença gratificação diretor de fórum; gratificação mesa diretora; auxílio mudança; auxílio adoção; 20% final carreira; gratificação indenizatória função administrativa; gratificação acúmulo distribuição; gratificação de acúmulo distrital; gratificação — grupo de metas; gratificação — coordenações especiais; gratificação presidente, vice-presidente e corregedor; entre outras.

Na decisão, os ministros citam exemplos de magistrados dos sete tribunais. Dizem, por exemplo, que o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) autorizou, em abril, o pagamento de verbas rescisórias a um único desembargador no valor de R$ 3,2 milhões, e que, na folha de abril, 300 magistrados receberam mais de R$ 100 mil.

Em abril, pelo menos cinco magistrados do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) embolsaram rendimentos acima de R$ 200 mil e outros 589 receberam mais de R$ 100 mil. No Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), uma magistrada recebeu R$ 490 mil em maio. No Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), nove magistrados receberam acima de R$ 200 mil, e outros 130 magistrados e pensionistas receberam acima de R$ 100 mil em abril.

Em abril e maio, há registros de que um magistrado aposentado do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN) recebeu R$ 554 mil em cada mês e, em abril, outros 73 magistrados receberam acima de R$ 100 mil.

Já no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), 73 magistrados receberam acima de R$ 100 mil em abril e, no mesmo mês, 90% de todos os magistrados do Tribunal de Justiça de Rondônia receberam acima de R$ 100 mil.

Em março, o STF limitou quais penduricalhos poderiam ser pagos e definiu um limite de 70% do teto do funcionalismo público. Esse limite deveria ser de até 35% da remuneração para a parcela de valorização por tempo de antiguidade na carreira (PVTAC) e de 35% para os demais benefícios permitidos.

A Corte também definiu que os honorários advocatícios da Advocacia-Geral da União (AGU) não poderiam superar o teto remuneratório e que os fundos de gestão desses recursos não poderiam ser usados para pagar outros penduricalhos que não os honorários, auxílios saúde e alimentação.

Na decisão de quarta, os ministros ainda determinaram que o advogado-geral da União, Jorge Messias, envie as folhas de pagamentos completas dos membros da AGU que tenham sido implementadas após a decisão do STF e a identificação de eventuais beneficiados por pagamentos que não se enquadram na decisão da Corte.

Por fim, ainda ordenaram dar ciência da decisão ao corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, para que ele fiscalize a proibição e apure eventual responsabilidade administrativa e disciplinar dos respectivos presidentes de tribunais.

Em nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) afirmou que respeita as decisões do Supremo e confia no trabalho dos tribunais brasileiros para implementar os parâmetros remuneratórios estabelecidos pela Corte. Disse também que o próprio STF reconheceu a legitimidade de parcelas previstas no regime da magistratura que podem reunir “indenizações, férias, passivos funcionais trabalhistas e outras parcelas acumuladas” e que, portanto, valores recebidos excepcionalmente em determinado mês “não representam a remuneração mensal habitual de um magistrado”.

" A construção de um novo regime remuneratório nacional exige ajustes administrativos e a uniformização de procedimentos até então adotados de formas distintas pelos tribunais. As adequações determinadas nesta quarta-feira (12) fazem parte desse processo de implementação das novas regras”, apontou a AMB.


Fonte: Valor Econômico

ELEIÇÕES RN - Candidatos a governador iniciam campanha neste domingo . Veja onde:

 


A campanha eleitoral começa pra valer no próximo domingo (16), com programações dos quatro principais candidatos ao Governo. 

As primeiras agendas serão em Natal e Mossoró. 

Allyson Bezerra (União Brasil)  terá agenda em Natal já na manhã do primeiro dia oficial de campanha, com uma caminhada no bairro das Rocas e em Brasília Teimosa e à tarde, continua em agenda em Natal.

Cadu Xavier (PT) inicia a programação no domingo pela manhã, em Natal. À tarde e à noite, a previsão é de que o candidato esteja em Mossoró.

Álvaro Dias (PL) começa a agenda em Natal e tem previsão de seguir para Mossoró no período da noite. A expectativa é de que ele participe da programação da Festa do Bode.

Robério Paulino (PSOL) terá compromisso às 9h da manhã, na Avenida Roberto Freire, em Natal.

As campanhas também deverão desenvolver atividades de adesivaços em carros. 

Alguns municipios farão  mobilizações de apoiadores  mesmo sem a presença dos candidatos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

ELEIÇÕES - Pesquisa CNT/MDA mostra que Lula está muito próximo de vencer no primeiro turno Presidente lidera cenários e atinge 52,6% de potencial de voto.

 


O presidente Lula (PT) lidera todos os cenários de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026 e registra números que o deixam no limite de uma vitória em primeiro turno, segundo dados da 169ª Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA e contratada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Na pesquisa estimulada de primeiro turno, Lula aparece na liderança isolada com 42,4% das intenções de voto. Seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), figura em segundo lugar com 28,7%. Na sequência, aparecem Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (3,3%), Renan Santos (2,8%), Augusto Cury (1,2%). Os demais não chegam a 1%. Os votos brancos e nulos somam 6,8%, enquanto os indecisos representam 7,2%.

Matematicamente, a definição da eleição no primeiro turno exige que o candidato vencedor obtenha mais de 50% dos votos válidos, superando a soma de todos os seus concorrentes diretos. Na amostragem da pesquisa CNT/MDA, a soma de todos os adversários de Lula atinge 43,4% das intenções de voto. Dessa forma, caso Lula consiga atrair apenas 0,6% dos votos que hoje estão distribuídos entre seus oponentes, ele alcançará 43,0% contra 42,8% do conjunto da oposição, garantindo numericamente a maioria absoluta necessária para vencer o pleito em primeiro turno. Essa pequena margem de crescimento pode ser alcançada ao longo da própria campanha eleitoral, impulsionada pelo início da propaganda no rádio e na televisão, pelo fortalecimento dos palanques regionais e pela mobilização de sua base aliada. Cabe destacar que o Instituto MDA foi o que apresentou o maior índice de acerto no resultado final das últimas eleições presidenciais, o que confere ainda maior relevância estratégica e precisão analítica a esse cenário.


O levantamento revela ainda a força do potencial eleitoral de Lula: 52,6% dos entrevistados afirmam que votariam nele com certeza ou que poderiam votar na sua candidatura.

Nas simulações de segundo turno, o presidente vence com folga todos os adversários testados:

Lula x Flávio Bolsonaro: Lula lidera com 48% contra 39,1% de Flávio Bolsonaro (brancos/nulos: 10,6%; indecisos: 2,3%).

Lula x Romeu Zema: Lula marca 49,1% frente a 34,9% do ex-governador mineiro (brancos/nulos: 11,8%; indecisos: 4,2%).

Lula x Ronaldo Caiado: Lula vence por 47,9% a 35,9% (brancos/nulos: 11,7%; indecisos: 4,5%).

Lula x Renan Santos: Lula soma 48,5% contra 33% (brancos/nulos: 13,6%; indecisos: 4,9%).

Lula x Augusto Cury: Lula alcança 48,6% diante de 32,4% (brancos/nulos: 13,4%; indecisos: 5,6%).

O levantamento do Instituto MDA para a CNT foi realizado de maneira presencial entre os dias 5 e 9 de agosto de 2026, com 2.002 entrevistas distribuídas proporcionalmente pelo país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06935/2026.


Fonte: Brasil 247

ELEIÇÕES RN - SENADO . Styvenson oscila negativamente, Zenaide permanece estável e Samanda assume terceiro lugar

 



Os números da pesquisa Seta do mês de agosto trazem uma mudança no cenário eleitoral para o Senado, com o senador Styvenson Valentim (PODE) oscilando negativamente.

A grande novidade é que a vereadora Samanda Alves (PT) assumiu o terceiro lugar. A senadora Zenaide Maia (PSD) segue estável na segunda colocação.

Conforme os números da média consolidada (que soma o primeiro e o segundo voto e divide por dois), Styvenson oscilou de 23,85% em julho para 22,75%, perda de 1,1 ponto percentual. Zenaide permanece com 20%, mesmo patamar das pesquisas de junho e julho.

Já Samanda assumiu o terceiro lugar. Em julho, ela era a quinta colocada com 5,95%. Agora, tem 10,20%, praticamente dobrando as intenções de voto. Em junho, ela já tinha ocupado esta posição, mas em um cenário apertado com Rafael Motta (PDT) e Coronel Hélio (PL). Agora, ela abre vantagem.

Motta tem 6,1% (em julho tinha 7,55%), enquanto o Coronel Hélio caiu de 9,15% para 5,5%.

Confira os números:

A tabela com o resultado da divisão por 2 de cada item:

Candidato / Opção | 

Styvenson Valentim | 22,75

Zenaide Maia | 20

Samanda de Lula | 10,2

Rafael Motta | 6,1

Coronel Hélio | 5,65

Sandro Pimentel | 1,20

Rosália Fernandes | 1

Luciana Lima | 0,85

Sônia Godeiro | 0,4

Tércio Tinôco | 0,3

Ninguém / Branco / Nulo | 6,95

Não Sabe / Não Respondeu | 5,30

A pesquisa Seta foi realizada entre os dias 7 e 9 de agosto, ouvindo 1.500 eleitores. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O levantamento se encontra registrado no TSE sob os números RN-07032/2026 e BR-07701/2026.


Fonte: Blog do Barreto

ELEIÇÕES RN - GOVERNADOR . Pesquisa Seta: Allyson cresce e Cadu se aproxima de Álvaro

 


A nova rodada da pesquisa Seta trouxe alterações em relação aos números de julho na corrida ao Governo do Rio Grande do Norte, com o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB) recuperando o terreno.

Em junho ele tinha 40%, caiu para 35,9% em julho e agora tem 39,5%, voltando ao patamar do mês retrasado.

Já o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) oscilou negativamente, saindo do patamar de 24% das pesquisas anteriores para 23,7%.

Quem deu um salto foi Cadu Xavier (PT). O ex-secretário estadual da Fazenda tinha 12,9% em junho, passou para 17,7% em julho e agora tem 19,6%.

Com o crescimento gradual, Cadu passa a estar tecnicamente empatado com Álvaro Dias na disputa por uma vaga no segundo turno.

A pesquisa Seta foi realizada entre os dias 7 e 9 de agosto, ouvindo 1.500 eleitores. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%. O levantamento se encontra registrado no TSE sob os números RN-07032/2026 e BR-07701/2026.


Fonte: Blog do Barreto

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