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quinta-feira, 16 de abril de 2026

OPERAÇÃO PF - INFLUENCIADORES. Choquei entra na mira da PF em operação contra lavagem de dinheiro do crime organizado. Dono da página é preso sob suspeita de atuar como operador de mídia em esquema que movimentou mais de R$ 1,6 bi e envolve influenciadores e plataformas digitais

 


A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Narco Fluxo, uma das maiores ações recentes contra esquemas de lavagem de dinheiro com uso de criptoativos no país. A investigação mira uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de estruturas sofisticadas de ocultação patrimonial, com ramificações no Brasil e no exterior.

Entre os alvos está Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, que foi preso durante a operação. A inclusão de um dos maiores perfis de redes sociais do país no centro de uma investigação desse porte expõe uma nova fronteira do crime organizado: o uso de plataformas digitais como instrumento de influência, promoção e blindagem de operações ilícitas.

Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 39 mandados de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos. As ações ocorreram em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Paraná, Santa Catarina e no Distrito Federal. Também foram determinadas medidas de bloqueio de bens, quebra de sigilos e restrições financeiras contra os investigados.

Segundo a PF, o grupo operava um esquema estruturado de lavagem de dinheiro que incluía o uso de criptomoedas, empresas de fachada, transações internacionais e movimentações em espécie para dificultar o rastreamento dos recursos. A investigação aponta para a atuação coordenada de operadores financeiros, intermediários e agentes responsáveis pela sustentação pública do esquema.

Outros alvos da operação

Além de Raphael, a operação também atingiu nomes conhecidos do universo digital e do entretenimento, como os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, que aparecem nas investigações como possíveis beneficiários ou integrantes da estrutura financeira sob apuração.

A presença de influenciadores e artistas entre os investigados reforça a hipótese de que o grupo utilizava figuras públicas para ampliar alcance, legitimar operações e atrair recursos.

Segundo apuração de veículos de imprensa, o esquema envolveria ainda a promoção de plataformas de apostas, rifas digitais e outros mecanismos utilizados para circulação e lavagem de dinheiro. A investigação busca agora mapear o fluxo financeiro entre esses agentes e identificar o grau de participação de cada um dentro da estrutura.

O papel da Choquei no esquema

Embora a Polícia Federal ainda não tenha detalhado oficialmente a atuação individual de Raphael Sousa Oliveira, informações obtidas por investigadores e divulgadas pela imprensa indicam que ele é suspeito de atuar como uma espécie de “operador de mídia” da organização.

Na prática, a suspeita é de que a Choquei teria sido utilizada para impulsionar conteúdos de interesse do grupo, promover plataformas ligadas ao esquema e atuar na gestão de crises de imagem de integrantes da organização. Em outras palavras, não se trataria apenas de uma página de entretenimento, mas de uma engrenagem dentro de uma estratégia maior de influência e proteção reputacional.

Esse ponto é central para entender a gravidade do caso. O que está sob investigação não é apenas a participação eventual de um influenciador, mas a possível instrumentalização de uma plataforma com milhões de seguidores para operar narrativas com impacto direto em interesses financeiros.

Porém o que acabou colocando Raphael na mira das autoridades seria seu envolvimento na promoção de plataformas de apostas e rifas, que, segundo os investigadores, estariam inseridas na dinâmica financeira do grupo.

Um modelo sob suspeita

Criada em 2014, a Choquei cresceu rapidamente e se consolidou como uma das maiores páginas de redes sociais do Brasil, com forte presença em temas de entretenimento, celebridades e, progressivamente, política. O modelo de negócio sempre esteve ancorado na velocidade de publicação e na capacidade de viralização.

Esse crescimento, no entanto, veio acompanhado de críticas recorrentes sobre a ausência de critérios jornalísticos e o uso de conteúdos de alto apelo emocional, muitas vezes sem verificação adequada. A lógica do engajamento a qualquer custo se tornou uma marca da página — e, agora, aparece como elemento relevante no contexto da investigação.

O episódio mais emblemático ocorreu em 2023, no caso envolvendo a jovem Jéssica Canedo. A disseminação de conteúdos falsos pela página gerou uma onda de ataques virtuais que terminou de forma trágica. O caso colocou a Choquei no centro de um debate nacional sobre responsabilidade digital, desinformação e os limites da atuação de grandes perfis nas redes.

A operação da PF adiciona um novo nível a esse histórico. A suspeita de que estruturas desse tipo possam ser utilizadas não apenas para disseminar informação duvidosa, mas para sustentar esquemas financeiros ilícitos, amplia o alcance do problema e desloca a discussão do campo ético para o campo criminal.

O que ainda falta esclarecer

Apesar das prisões e das medidas já executadas, a investigação ainda está em fase inicial de aprofundamento. A Polícia Federal trabalha agora na análise do material apreendido, incluindo dispositivos eletrônicos, registros financeiros e comunicações entre os investigados.

Um dos principais pontos em aberto é o detalhamento do papel de cada integrante da organização. No caso de Raphael Sousa Oliveira, ainda não há, na comunicação oficial da PF, a descrição precisa das condutas atribuídas a ele — o que deve emergir com o avanço das apurações.

Também está no radar dos investigadores o mapeamento completo das conexões entre os diferentes núcleos do grupo, incluindo operadores financeiros, influenciadores e possíveis empresas utilizadas para movimentação de recursos.

A Operação Narco Fluxo segue em andamento e não há descarte de novas fases. Nos bastidores, investigadores avaliam que o volume de dados apreendidos pode revelar uma estrutura ainda mais ampla do que a inicialmente identificada.

O caso coloca pressão sobre um ambiente que há anos cresce sem regulação proporcional ao seu impacto: o das grandes páginas e influenciadores digitais. Agora, sob suspeita de ligação com um esquema bilionário, esse modelo passa a ser analisado não apenas pelo que publica — mas pelo que pode estar ajudando a sustentar.


Fonte: ICL Noticias

BANCO MASTER - BRB - PF prende ex-presidente do BRB acusado de receber propina do Master. Paulo Henrique Costa é acusado de liberar compra de ativos sem lastro do Master após receber propina por meio da aquisição de imóveis

 

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso preventivamente na manhã desta quinta-feira (16) em Brasília pela Polícia Federal em nova fase da Operação Compliance Zero. O executivo é acusado de liberar a compra de ativos do banco Master sem seguir as diretrizes de compliance do banco público.

Indicado pelo governador do DF, Ibaneis Rocha (PL), Costa deixou o comando do BRB em novembro por ordem da Justiça após a primeira fase da operação.

A PF cumpre 7 mandados no Distrito Federal e em São Paulo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou o mandado após a PF informar que detectou o pagamento de propina ao executivo pela venda de ativos do Master ao BRB por meio da aquisição de imóveis. Segundo a coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, os repasses chegariam a R$ 140 milhões.

Segundo a PF, um advogado ligado a Paulo Henrique, acusado de montar uma estrutura de lavagem de dinheiro, também é alvo da operação.

Também foi preso em São Paulo o advogado Daniel Monteiro, considerado próximo a Daniel Vorcaro. Ele teria sido o responsável por montar a estrutura da operação de lavagem de dinheiro para o repasse de propina ao ex-presidente do BRB. A defesa dele ainda não se manifestou.

Relembre o caso

O Banco Regional de Brasília injetou R$ 12 bilhões na instituição de Daniel Vorcaro, comprando carteiras de crédito consignado fraudulentas. A operação deu prejuízo bilionário ao BRB, que ainda não calculou a cifra final e adiou a divulgação do seu balanço de 2025.

A terceira fase havia sido deflagrada em 4 de março e resultou na prisão de Vorcaro, após a investigação detectar diálogos nos quais ele ordenava ataques a adversários e tinha uma espécie de milícia armada. Atualmente, ele negocia um acordo de colaboração premiada com a PF e com a Procuradoria-Geral da República (PGR).


Fonte: Estadão

quarta-feira, 15 de abril de 2026

RATINHO VIRA RÉU - Ratinho vira réu após chamar deputada de ‘imbecil’ e mandar ‘lavar roupa’. além de pena que pode chegar a 4 anos e 1 milhão de multa. Justiça viu indícios de violência política de gênero em declarações do apresentador contra Natália Bonavides (PT).

 


O apresentador Carlos Massa, conhecido como Ratinho, virou réu na Justiça Eleitoral por violência política de gênero contra a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN). A denúncia apresentada pelo Ministério Público foi aceita pelo juiz Tiago Ducatti Machado, titular da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, na última segunda-feira 13. Com isso, ele passa a responder formalmente pela acusação.

A ação tem como pano de fundo declarações feitas pelo artista em dezembro de 2021, durante um programa na Rádio Massa FM. As declarações tiveram o objetivo de “constranger e humilhar a parlamentar, utilizando-se de menções de menosprezo e discriminação à sua condição de mulher”, de acordo com a Promotoria .

“Você não tem o que fazer, minha filha? Vá lavar roupa, costura a calça do teu marido, a cueca dele. Porque isso é uma imbecilidade querer mudar esse tipo de coisa (…), vem essa imbecil pra fazer esse tipo de coisa!”, afirmou Ratinho, em referência  a um projeto de lei apresentado por Natália que buscava alterar a legislação para substituir as expressões “marido e mulher” por termos neutros (como “casais” ou “família”) na celebração do casamento civil .

Um inquérito na Polícia Federal foi aberto para apurar o caso, a pedido da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado.

Inicialmente, o MP eleitoral determinou o arquivamento do caso, mas a deputada petista recorreu e a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal e  entendeu que o trancamento deixou de considerar “a integralidade dos fatos e das provas, notadamente as expressões de cunho misógino”.

Com isso, a Promotoria pediu à Justiça que o apresentador seja obrigado a pagar 1 milhão de reais por danos morais coletivos e condenado pelo crime de violência política de gênero, cuja pena pode chegar a 4 anos de reclusão. 

“A materialidade do delito imputado, violência política contra a mulher, encontra-se, para esta fase preliminar, suficientemente demonstrada”, sustentou o juiz do caso ao receber a denúncia. “A existência das declarações é incontroversa, comprovada pela gravação da transmissão radiofônica juntada aos autos e por sua transcrição”.

Na avaliação de Ducatti, “as expressões ‘vá lavar roupa, costura a calça do teu marido, a cueca dele’ e ‘vem essa imbecil pra fazer esse tipo de coisa!’ configuram, em tese, um ato de humilhação e constrangimento que se utiliza de claro menosprezo à  condição de mulher”. 


Fonte: Carta Capital

PARNAMIRIM - Unidades Básicas de Saúde do município passam por intensa reestruturação predial

 

Foto : Augusto Ferreira


Buscando garantir um atendimento de qualidade em espaços mais organizados, seguros e bem equipados, a Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAD), tem realizado um intenso trabalho de manutenção e melhorias nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais unidades hospitalares. 

Até o momento, já foram realizados os serviços de reforma e reestruturação em 24 unidades, que vão desde pintura e ajustes na estrutura física, climatização de ambientes até a revisão das redes elétrica e hidráulica.

Além das UBSs, também foram incluídos outros equipamentos importantes, como o Hospital Maternidade do Divino Amor, o Centro Especializado em Reabilitação (CER), o Centro Clínico - CCPAR Sadi Mendes, o Centro Especializado em Prevenção e Tratamento de Úlceras Crônica (CEPTUC) e o Hospital Municipal Dep. Márcio Marinho em Pium.

No momento, a UBS do Centro e a Ala Infantil da UPA Nova Esperança estão passando por melhorias, garantindo ambientes mais confortáveis e de qualidade para os usuários e melhores condições de trabalho para os profissionais da saúde.


PARNAMIRIM - UPA de Nova Esperança agora conta com ala para atendimento infantil

 

Fotografia de: Caroline Torres

Com o objetivo de reorganizar o fluxo e fortalecer a saúde no município, a Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAD), implementou uma ala de entrada exclusiva para o público infantil da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Esperança.

A criação do novo espaço, que é voltado para crianças de 0 a 14 anos, além de reorganizar os fluxo dos atendimentos realizados na unidade, separando a entrada das crianças da dos adultos, visando melhorar a experiência das famílias com mais organização, acolhimento e agilidade nos atendimentos diários.

A UPA vem passando por uma série de melhorias que inclui a ampliação do laboratório, ofertando mais de 32 tipos de exames, reforço na frota com mais 3 ambulâncias, abastecimento regular da farmácia, retomada do funcionamento do aparelho de raio-X entre outras melhorias estruturais no prédio.

São ações como essa que reforçam o compromisso da gestão municipal com o cuidado à população, promovendo espaços que contribuem para um atendimento de qualidade e humanizado.



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