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sábado, 29 de agosto de 2026

LIMITE - Lei do Silêncio muda de vez no Brasil e regra das 22h deixa de existir. Municípios possuem competência para criar regras.

 


Uma regra conhecida por milhões de brasileiros não funciona exatamente como muita gente imagina. Bares, restaurantes, casas de shows e eventos não são obrigados, em todo o país, a desligar a música ou fechar as portas quando o relógio marca 22h.

Na prática, não existe uma única Lei do Silêncio nacional determinando que qualquer atividade sonora precisa terminar nesse horário. As regras mudam conforme a cidade, o zoneamento, o tipo de estabelecimento, o período do dia e a intensidade do ruído.

Isso significa que um bar pode continuar funcionando depois das 22h e até manter música, desde que tenha autorização e respeite os limites estabelecidos para aquela região. Shows, festas e grandes eventos também podem avançar pela noite quando possuem o licenciamento necessário.

Por outro lado, isso não representa uma liberação do barulho. Um estabelecimento pode cometer uma infração até mesmo durante a tarde se ultrapassar os níveis permitidos ou perturbar o sossego da vizinhança.

Lei do silêncio 

Durante anos, ficou popular a ideia de que a chamada Lei do Silêncio começaria obrigatoriamente às 22h em qualquer cidade brasileira. Porém, a legislação funciona de outra maneira.

Municípios possuem competência para criar regras de uso e ocupação do solo, definir zoneamentos, estabelecer horários de funcionamento e regulamentar atividades que provoquem impacto na vizinhança. Além disso, diferentes cidades trabalham com faixas de horário e limites próprios para controlar a emissão de ruídos.

Portanto, chegar às 22h não significa que todos os estabelecimentos precisam fechar. O horário pode simplesmente marcar a entrada em uma faixa com limite sonoro mais rigoroso

Música após as 22h

Um restaurante pode atender clientes durante a madrugada. Da mesma forma, uma casa noturna pode realizar apresentações musicais após as 22h. Para isso, entretanto, o estabelecimento precisa cumprir as regras municipais.

A Prefeitura pode exigir alvará específico, tratamento acústico, controle do volume, fechamento de portas e janelas, equipamentos limitadores e outras medidas. Assim, horário de funcionamento e autorização para emitir som são duas questões diferentes.

Um bar pode ter autorização para permanecer aberto até 2h, por exemplo, mas precisar reduzir o volume da música muito antes disso.

Também pode acontecer o contrário: um espaço destinado a eventos pode receber autorização específica para realizar um show durante a noite, desde que cumpra as condições determinadas pelos órgãos responsáveis.

Barulho excessivo

A ideia de que qualquer pessoa pode fazer barulho sem preocupação antes das 22h também está errada.

O artigo 42 da Lei das Contravenções Penais trata da perturbação do trabalho ou do sossego alheios. Entre as situações previstas estão gritaria, algazarra, exercício de atividade incômoda ou ruidosa em desacordo com as regras e abuso de instrumentos sonoros.

O dispositivo não estabelece que a perturbação só existe depois das 22h. Consequentemente, uma festa com volume excessivo às 15h pode provocar denúncia e atuação das autoridades.

O mesmo vale para bares, oficinas, academias, casas de festas, igrejas, estabelecimentos comerciais e outras atividades capazes de produzir ruído.

Por isso, o relógio sozinho não determina se existe ou não irregularidade.

Bairro pode mudar regra

O endereço do estabelecimento tem um peso cada vez maior na fiscalização. Uma casa noturna localizada em região preparada para atividades comerciais e de entretenimento pode enfrentar regras diferentes das aplicadas a um bar instalado no meio de uma área residencial.

Além disso, regiões próximas a hospitais, escolas, creches, asilos e unidades de saúde podem receber proteção maior.

Durante uma fiscalização, agentes podem analisar o nível do ruído, o horário, o zoneamento, o isolamento acústico, a localização das caixas de som e as condições estabelecidas no licenciamento.

Também entram nessa avaliação as características do entorno. Dessa maneira, duas atividades semelhantes podem enfrentar limites diferentes por estarem instaladas em bairros com características distintas.

Pólos gastronômicos

A discussão também coloca em evidência uma tendência das grandes cidades: separar regiões residenciais de áreas destinadas à gastronomia, turismo, comércio e entretenimento.

Em vez de determinar um único limite para todo o município, a legislação pode estabelecer condições próprias para determinados bairros ou corredores comerciais.

Isso permite, por exemplo, que uma região repleta de restaurantes receba regras compatíveis com sua atividade econômica.

Mesmo assim, os estabelecimentos continuam obrigados a controlar o ruído.

Uma flexibilização de horário não significa autorização para colocar caixas de som em qualquer volume ou ignorar moradores do entorno.

O caso demonstra que permitir o funcionamento de um estabelecimento à noite não significa liberar qualquer nível de ruído.

Mais uma vez, as 22h representam principalmente uma mudança de faixa sonora. Elas não criam uma ordem automática para que todos os bares da capital fechem as portas.

Madrugada 

Shows e eventos podem avançar pela madrugada desde que tenham autorização. Shows, festivais, casamentos, festas e outros eventos podem receber licenças que permitem atividades depois das 22h.

Dependendo do município e do tamanho do evento, os organizadores podem precisar apresentar documentos relacionados ao impacto sonoro, segurança, trânsito, capacidade de público e estrutura.

A Prefeitura também pode estabelecer um horário máximo para encerramento. Em eventos maiores, os responsáveis ainda podem ter que controlar o som durante toda a apresentação.

Caso ultrapassem os limites ou descumpram as condições da autorização, os organizadores podem receber multa e até sofrer interrupção do evento.

Paredões e festas clandestinas

Nenhuma dessas regras significa liberação para paredões, festas clandestinas ou eventos sem autorização. As flexibilizações discutidas por municípios geralmente alcançam atividades regularizadas e áreas específicas.

Quem usa equipamentos sonoros de maneira abusiva continua sujeito às legislações municipais e às demais normas aplicáveis.

Dependendo da situação, autoridades podem aplicar multas, apreender equipamentos, interditar estabelecimentos e adotar outras medidas.

Portanto, uma eventual mudança favorável a bares de um polo gastronômico não transforma bairros residenciais em áreas liberadas para festas durante toda a madrugada.

Condomínios

Existe ainda outra diferença importante. Mesmo quando a prefeitura permite determinada atividade, condomínios podem estabelecer regras internas para seus moradores.

Convenções e regimentos podem definir horários para festas, obras, utilização do salão, mudanças e outras atividades capazes de incomodar os vizinhos.

Por isso, estar dentro do limite municipal não elimina automaticamente uma eventual infração às regras internas do condomínio.

A regra das 22h acabou?

As 22h vão continuar aparecendo na legislação de várias cidades como referência para separar períodos com diferentes limites de ruído.

O que não existe é uma Lei do Silêncio nacional determinando que todos os brasileiros devem desligar aparelhos sonoros ou que bares, restaurantes, shows e festas precisam acabar exatamente às 22h.

Em algumas cidades, o período noturno começa às 22h. Em outras, começa antes. Municípios também podem criar critérios diferentes conforme o bairro e o tipo de atividade.

Assim, bares e restaurantes podem continuar atendendo depois das 22h e eventos podem avançar pela noite quando estiverem devidamente autorizados. Porém, os responsáveis continuam obrigados a respeitar os limites de ruído, o zoneamento, o alvará e as regras municipais.

A mudança mais importante, portanto, está na forma de entender a Lei do Silêncio: 22h não representa uma proibição automática em todo o Brasil. O que determina se o som pode continuar é a legislação de cada cidade, o local, o volume produzido e a autorização concedida para aquela atividade.


Fonte: A Tarde

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

SÃO GONÇALO - Prefeitura de São Gonçalo entrega mais de meio milhão de reais da PNAB para agentes culturais e Pontos de Cultura

 


A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), realizou, nesta quarta-feira (26), a entrega de mais de meio milhão de reais em recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) aos fazedores e fazedoras de cultura do município.

A cerimônia aconteceu na sede da Secult, localizada no Museu Municipal Séphora Bezerra.

Os recursos são destinados aos contemplados pelos editais nº 011/2026 e nº 013/2026, beneficiando 20 agentes culturais e 10 Pontos de Cultura. O investimento fortalece a produção cultural do município e contribui para a preservação das manifestações, tradições e da identidade de São Gonçalo do Amarante. 

Além de fomentar o setor cultural, a iniciativa também movimenta a economia local, com a geração de trabalho e renda, contratação de serviços e aquisição de materiais. A liberação dos recursos é resultado do trabalho da gestão do prefeito Jaime Calado para garantir o cumprimento de todas as etapas dos editais, desde a seleção dos projetos até o pagamento aos contemplados.

Segundo o secretário municipal de Cultura, Gleydson Almeida, a entrega dos recursos representa o compromisso do governo municipal com quem atua diretamente na produção cultural. “Estamos falando de mais de meio milhão de reais chegando diretamente a quem faz cultura em São Gonçalo do Amarante. Trabalhamos com responsabilidade e agilidade para que esses recursos não ficassem apenas no papel, mas chegassem aos nossos artistas, grupos e agentes culturais. A determinação do prefeito Jaime Calado é fazer a política pública cultural acontecer, valorizando quem produz cultura e, ao mesmo tempo, movimentando a economia do nosso município”, destacou.



A Prefeitura de São Gonçalo vem ampliando as ações de incentivo à cultura e de valorização dos artistas, grupos, coletivos e manifestações culturais do município. A execução dos recursos da PNAB reforça a cultura como ferramenta de desenvolvimento social e econômico, gerando oportunidades e fortalecendo a cadeia produtiva do setor.

EXTREMOZ - Prefeitura de Extremoz reafirma compromisso com a saúde e prepara entrega da primeira Clínica da Mulher e da nova UBS do Moinho dos Ventos

 


A Prefeitura Municipal de Extremoz segue avançando na ampliação e melhoria dos serviços de saúde oferecidos à população. Como parte desse compromisso, o município se prepara para entregar dois importantes equipamentos: a primeira Clínica da Mulher de Extremoz e a nova Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Moinho dos Ventos.

A nova UBS do Moinho dos Ventos chega para ampliar a oferta de atendimento na atenção básica e fortalecer a estrutura de saúde da região. A unidade também deverá contribuir para desafogar a demanda existente no bairro e atender moradores de comunidades vizinhas, garantindo mais comodidade, agilidade e qualidade no acesso aos serviços de saúde.

Outro importante avanço é a implantação da primeira Clínica da Mulher do município. O novo equipamento será voltado à atenção especializada à saúde feminina, reunindo serviços importantes para prevenção, acompanhamento, diagnóstico e cuidado integral das mulheres de Extremoz.

Entre os atendimentos previstos estão ginecologia, colposcopia com biópsia do colo uterino e ultrassonografia, ampliando o acesso das mulheres a exames e procedimentos especializados dentro do próprio município.

A oferta desses serviços representa um avanço importante para a saúde feminina, permitindo que as pacientes tenham acesso a atendimentos especializados e exames necessários para o acompanhamento da saúde, prevenção e identificação de possíveis alterações de forma mais rápida e humanizada.

Com a nova UBS do Moinho dos Ventos e a primeira Clínica da Mulher, a Prefeitura de Extremoz reforça o compromisso de fortalecer a rede municipal de saúde, descentralizar os atendimentos e ampliar a oferta de serviços especializados para a população.

As duas novas estruturas representam investimentos importantes na saúde pública e refletem o trabalho da gestão municipal para oferecer uma rede cada vez mais estruturada, acessível, humanizada e preparada para atender às necessidades dos extremozenses.

ELEIÇÕES RN - Terceira prefeita abandona Álvaro e confirma apoio a Allyson

 


 A prefeita de Pendências Lays Helena Cabral de Queiroz, conhecida como Dra. Lays, deixou o grupo de Álvaro e passou a integrar a base de Allyson.

O apoio ganhará uma demonstração pública neste sábado (29), quando Dra. Lays receberá a “Caravana do Azulão” em Pendências. A mobilização está prevista para as 14h e integra a agenda de Allyson pelo Vale do Assú.

Além da adesão de Dra. Lays,  o prefeito de Nísia Floresta, Gustavo Santos, anunciou apoio a Allyson, pouco mais de três meses depois de ter recebido Álvaro Dias no município e declarado adesão ao então pré-candidato do próprio partido.

Gustavo decidiu permanecer no PL, comandado no Rio Grande do Norte pelo senador Rogério Marinho. Além de administrar um município da Região Metropolitana de Natal, o prefeito preside a Associação dos Municípios do Litoral Agreste Potiguar (Amlap), aumentando a repercussão política da mudança.

No dia seguinte, Álvaro sofreu outra baixa dentro de sua legenda. O prefeito de Pureza, Ricardo Brito, também do PL, oficializou apoio a Allyson. O anúncio foi feito ao lado do vice-prefeito José Miran, do presidente da Câmara Municipal, Fabiano Silva, e de vereadores e lideranças políticas do município

Em menos de um mês, Allyson incorporou três gestores anteriormente vinculados a Álvaro. Para a campanha do União Brasil, a sequência cria uma narrativa de crescimento e capacidade de atrair aliados de diferentes partidos e regiões.

Para Álvaro, as mudanças expõem dificuldades para manter unida sua base municipal. O efeito político é maior nos casos de Nísia Floresta e Pureza, pois os dois prefeitos permanecem no PL e passam a trabalhar pela candidatura de um adversário da legenda na eleição estadual.

Allyson percorre o Vale do Assú

A passagem por Pendências fará parte de uma extensa agenda de Allyson neste sábado. A caravana começará às 8h, em São Rafael, e seguirá por Carnaubais, às 10h; Alto do Rodrigues, às 11h30; Pendências, às 14h; Ipanguaçu, às 16h; Itajá, às 17h30; e Assú, às 18h30.


Fonte: Com algumas informações do Agora RN

SÃO GONÇALO - Demutran de São Gonçalo recebe novos bafômetros para fiscalização e segurança no trânsito

 


A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante ampliou a estrutura de fiscalização do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) com a chegada de novos etilômetros, equipamentos conhecidos popularmente como bafômetros. Os aparelhos serão utilizados nas operações realizadas pelo órgão e reforçam as ações voltadas à segurança viária e à prevenção de acidentes relacionados ao consumo de álcool associado à direção.

Os novos equipamentos chegam acompanhados de um conjunto completo para operação, com bocais descartáveis para realização dos testes, mini-impressora portátil e bobinas de papel para emissão do comprovante com o resultado, maleta de transporte, cabos e carregadores, além de manual de instruções e documentação de verificação necessária para utilização do aparelho.



Os etilômetros são equipamentos aprovados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e contam com certificado de verificação, que atesta as condições do aparelho para utilização nas fiscalizações. Durante as abordagens, o equipamento permite registrar o resultado do teste, além de informações como data, horário e identificação do aparelho. O Demutran já capacitou os agentes com apoio da Polícia Rodoviária Federal - PRF no manuseio, abordagens e operação dos aparelhos para cumprir a legislação de trânsito.

Para o agente de trânsito André Bezerra, a chegada dos novos equipamentos representa um reforço importante para o trabalho desenvolvido pelo Demutran nas vias do município. "Além da fiscalização, as operações cumprem um papel de conscientização, alertando motoristas para os riscos de dirigir após o consumo de bebida alcoólica", afirmou. 

As ações de fiscalização com os novos equipamentos começam a partir do dia 8 de setembro de 2026.

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