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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

FUTEBOL - SELEÇÃO BRASILEIRA - Dorival Júnior será o técnico da Seleção Brasileira. Treinador deixa o São Paulo após ser campeão da Copa do Brasil

 

Foto:Rubens Chiri/Saopaulofc.net

Dorival Júnior será o novo técnico da Seleção Brasileira para o ciclo da Copa do Mundo de 2026. O treinador aceitou a proposta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e vai deixar o São Paulo.

O anúncio oficial deve ser feito apenas nos próximos dias, já que a CBF está focada em se despedir do ídolo Zagallo, morto aos 92 anos.

Dorival recebeu garantias da CBF

O técnico chegou a se reapresentar com o São Paulo para a temporada de 2024 no sábado (6). Antes de aceitar o convite, apreensivo, ele buscava garantias de que teria estabilidade no trabalho, em meio à ebulição política que vive a CBF.

As tais garantias chegaram neste domingo e, por isso, Dorival já se despede do São Paulo. Ele terá liberdade para montar sua comissão técnica e segurança no cargo.

É esperado, inclusive, que o treinador participe da escolha do próximo diretor de Seleções da CBF. Ednaldo Rodrigues, presidente da confederação, quer Filipe Luís, ex-Flamengo, que tem ótima relação com Dorival, no cargo.

Dorival chega após “não” de Ancelotti

Dorival Júnior será o técnico efetivo da Seleção e sucessor de Tite, atual treinador do Flamengo, que comandou o Brasil nas últimas duas Copas do Mundo (2018 e 2022).

Entre a saída de Tite e o acerto com Dorival, a CBF fez uso de dois técnicos interinos: Ramon Menezes e Fernando Diniz, que comandaram a Seleção em três e seis partidas, respectivamente.

Havia uma expectativa de que Diniz seguisse no cargo até a chegada do italiano Carlo Ancelotti, em junho de 2024. O técnico estrangeiro, no entanto, optou por renovar com o Real Madrid, o que forçou a CBF a mudar os planos.

Multicampeão por Flamengo e São Paulo

Nas últimas duas temporadas, quando comandou Flamengo (em 2022) e São Paulo (2023), Dorival foi campeão da Libertadores e bicampeão, em edições consecutivas, da Copa do Brasil.

Aos 61 anos, ele deixa o São Paulo para assumir a Seleção após comandar o time paulista em 54 partidas, com 25 vitórias, 13 empates e 16 derrotas.

Clubes da carreira de Dorival Júnior como técnico

São Paulo

Flamengo

Ceará

Athletico-PR

Santos

Palmeiras

Vasco

Fluminense

Internacional

Atlético-MG

Coritiba

São Caetano

Cruzeiro

Sport

Avaí

Juventude

Fortaleza

Criciúma

Figueirense

Ferroviária


Fonte: CNN Brasil 



FUTEBOL - COPA DO NORDESTE - ABC e POTIGUAR AVANCAM À 2ª FASE DA PRÉ COPA DO NORDESTE.

 

Foto: Foto: Alexandre Lago/AGIF/GazetaPress via Twitter Oficial da Copa do Nordeste (@CopaNordesteCBF)


ABC

ABC bate o Sousa em jogo equilibrado no Frasqueirão

A partida foi equilibrada no primeiro tempo. Houve momentos de maior superioridade do ABC, mas o Sousa também incomodou em algumas oportunidades. A falta de ritmo de jogo era perceptível, já que se tratava do primeiro jogo oficial da temporada para os dois clubes.

De toda forma, o espírito de decisão esteve presente nos dois times. Tanto que o duelo também foi faltoso, tendo o ritmo picotado por tantas faltas. O ABC finalizou mais na etapa inicial do que o Sousa, mas não converteu.

Na volta do intervalo, aí o Elefante conseguiu calibrar o pé. Logo aos dois minutos do segundo tempo, Sammuel cruzou e Daniel Cruz desviou para marcar. Com a desvantagem, o Sousa se lançou ao ataque e tentou. Perdeu boas chances com Diego Ceará, inclusive acertando o travessão.

Apesar da insistência até o fim, o Sousa não conseguiu marcar mais. O Elefante tentou contra golpear, mas também não acertou o pé. Entretanto, não fez falta e o Alvinegro garantiu a classificação na pré-Copa do Nordeste.

FICHA DO JOGO

ABC 1

Wellington; Yuri Ferraz, Thiago Spice (Richardson), Wesley e Henrique Ávila (Romário); Walfrido (Amaral), Sammuel e Diego Jardel (Léo Guerra); Ruan, Wallyson e Daniel Cruz (Oziel). Técnico: Rafael Lacerda.

Sousa 0

Bruno Fuso; Iranilson (Gustavinho), Breno Cézar, Marcelo Duarte e Leozinho (Jackson); Hebert (Felipe Jacaré) (João Rafael), Aruá e Wilson Potiguar (Danilo Bala); Charles, Michel Potiguar e Diego Ceará. Técnico: Renatinho Potiguar.

Local: Estádio Frasqueirão, em Natal-RN.Árbitro: Rafael Carlos Salgueiro Lima (AL).Assistentes: Brigida Cirilo Ferreira e Ruan Luiz de Barros Silva (AL).Gol: Daniel Cruz (03’/2T) (ABC).Cartões amarelos: Thiago Spice e Amaral (ABC); Aruá, Breno Cézar e Jackson (SOU).


POTIGUAR 

Alvirrubro larga com pé direito.

Time Macho busca empate duas vezes durante tempo normal, despacha Sampaio Corrêa após pênaltis e segue vivo para voltar à fase de grupos depois de 10 anos.

Mesmo atuando fora de casa ,  no  Castelão, o  Potiguar, largou  com o pé direito após vitória nos pênaltis por 5 a 4, já no tempo normal empatou em 2 a 2. Cebolinha e Thallyson marcaram a favor da equipe tricolor, enquanto Geovani Silva e Sampaio fizeram pelos alvirrubros.

PRÓXIMOS COMPROMISSOS

Agora, o Tubarão tem como principal foco o Campeonato Maranhense, pois entra em campo nesta quarta-feira (10), às 20h15, contra o Cordino no Castelão. Ao contrário do Sampaio Corrêa, o Príncipe tem estreia no Estadual marcada para a próxima quinta-feira (11), às 20h, diante do ABC no Nogueirão; o adversário pelo Nordestão ainda será definido.

CLASSIFICAÇÃO NA RAÇA

O confronto foi o mais movimentado até o momento na competição regional. Com a força de seu torcedor, apesar do público pequeno, a Bolívia Querida insistiu desde o início e saiu à frente: Edrean cobrou lateral na área e a zaga afastou mal, mandando no pé de Cebolinha, que girou e soltou a bomba para abriu o placar. Pedrinho ainda tentou durante o primeiro tempo, mas seu chute foi para fora.

Voltando melhor na etapa final, o Potiguar chegou ao empate contra o Sampaio Corrêa  quando Pedrinho sofreu pênalti e Pecel converteu. Mesmo com o susto, o Tricolor teve nova vantagem no marcador depois de saída errada de Conrado, que Thallyson  aproveitou;  nos acréscimos, Geovani Silva deixou tudo igual novamente. Na disputa da marca da cal, veio uma defesa heroica do goleiro alvirrubro já nas cobranças alternadas, seguida de acerto de Talisson, para dar a classificação aos potiguares.

FICHA TÉCNICA

Árbitro:

Afro Rocha de Carvalho Filho (PB)Assistentes: Schumacher Marques Gomes (PB), Luís Filipe Correia

Cartões Amarelos:

Sampaio Corrêa-MA: Bruno Baio

Potiguar-RN: Anderson Júnior, Pedrinho, Paulo Ricardo e Walber

GOLS:

Sampaio Corrêa-MA: Cebolinha e Thallyson

Potiguar-RN: Geovani Silva e Sampaio

Público: 3.273 (2.821 pagantes)

Renda:R$ 30.670,00

Estádio:Castelão

Local:São Luís (MA)


Sampaio Corrêa Futebol Clube

Felipe;Rafael Luiz (Pablo Oliveira), Betão (Hiago Cena), Fábio Aguiar e Cortez;Maurício, Ferreira (Gazão) e Thallyson (Dimas);Pimentinha, Cebolinha (Bruno Baio) e Edrean.

Técnico: Thiago Gomes

Associação Cultural e Desportiva PotiguarPotiguar-RN

Conrado;Lucas Cipoal (Paulinho), Douglas Santos (Geovani Silva), Anderson Júnior e Pedrinho (Paulo Ricardo);Giovanni, Fernando Portel e Walber; Sampaio (Jefinho), Talisson e Pecel.

Técnico: Robson Melo


Outros jogos pela pré Copa do Nordeste


 Botafogo-PB 0 (3) x (1) 0 Jacuipense-BA 

 Altos-PI 2 (11) x (10) 2 Santa Cruz-PE .

 Juazeirense-BA 1 (4) x (1) 1 Moto Club-MA 

 CSA-AL 1 (3) x (4) 1 Iguatu-CE 


Fonte: Futebol do Interior



PRISÃO DO REI DO CRIPTO - PF prende “Rei do Cripto” que movimentou R$ 13 bilhões em quatro anos. Em Dubai, o homem fixou residência a fim de possibilitar a continuidade dos crimes e dificultar a atuação da polícia brasileira

 

 


A Polícia Federal (PF) prendeu, na madrugada desse domingo (7/1), um operador financeiro com expertise de lavagem de dinheiro por meio de criptoativos do Brasil. O indivíduo foi detido na área migratória do aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP), quando tentava embarcar em voo com destino à cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o investigado e sua companheira, já que o mandado expedido quando a Operação Colossus foi expedida não foi cumprido em razão de não terem sido localizados no país.

Em Dubai, o homem, que ficou conhecido como “Rei do Cripto”, fixou residência a fim de possibilitar a continuidade dos crimes e dificultar a atuação da polícia brasileira. A prisão ocorreu após dias de monitoramento do investigado pela Polícia Federal.

Lavagem de dinheiro

O investigado é responsável por diversos atos de lavagem de capitais por meio do recebimento de recursos financeiros de origem ilícita no país e sua disponibilização como criptoativos, tanto no exterior quanto no território nacional, dissimulando e ocultando a origem dos valores mediante sucessivas transações realizadas por diferentes empresas de fachada titularizadas por laranjas”.

Além da prática dos crimes de falsidade ideológica, evasão de divisas, funcionamento irregular de instituição financeira e falsa identidade em operação de câmbio.

Segundo a PF, trata-se de investigação iniciada como desmembramento da Operação Colossus, quando foi verificado que uma das empresas controladas pelo investigado movimentou, entre os anos de 2017 e 2021, mais de R$ 13 bilhões entre créditos e débitos, sem apresentar registros de emissão de notas fiscais compatíveis com a movimentação bancária levantada, além de evidências de operação com dinheiro proveniente de tráfico de drogas e outros crimes.

Ainda, há provas de que, mesmo residindo no exterior, o investigado continua praticando delitos, tendo sido identificada conta bancária pertencente a empresa titularizada por “laranja” e por ele utilizada para o recebimento e transferência de recursos.

Com registros de atuação ao longo do último ano, em apenas dez meses a conta bancária por ele utilizada apresentou movimentação bancária superior a R$ 1,4 bilhões.

Nesse contexto, considerando a reiteração delitiva, a gravidade em concreto da conduta e a fixação de residência fora do país sem a comunicação formal às autoridades, foi decretada sua prisão preventiva a fim de resguardar a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal.


Fonte: Metrópoles

8 de JANEIRO - OPINIÃO DE LULA, BOLSONARO, PACHECO , MORAES E OUTRAS AUTORIDADES SOBRE O ATAQUE ÀS SEDES DOS TRÊS PODERES. Entrevistas à CNN: as visões de Lula, Bolsonaro, Moraes e outras autoridades sobre o 8/1 Ataque às sedes dos Três Poderes aconteceu há um ano; acompanhe relatos inéditos sobre a ocasião

 

Foto: Lula, Bolsonaro e Moraes foram algumas das autoridades ouvidas pela CNN sobre o 8 de janeiro


Há exatamente um ano, o país parou para acompanhar, incrédulo, o ataque às sedes dos Três Poderes.

As cenas de vandalismo nos prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e no Palácio do Planalto provocaram muito mais do que a destruição do patrimônio público. Causaram uma fratura na democracia brasileira, que exigiu uma resposta imediata e enfática das instituições.

Para entender esse complexo ambiente político que desencadeou nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, a CNN entrevistou as principais personalidades políticas do país, que revelaram os bastidores e relatos inéditos do dia que entrou para história do Brasil.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República

“Eu não imaginava que a ignorância tivesse chegado a tal ponto, sabe, de um presidente sem controle emocional, desmoralizado pela quantidade de mentiras contadas durante toda a campanha, tivesse inventado uma coisa daquela, disse. E o que é vergonhoso é que inventou e fugiu. Não teve coragem de participar.Eu perdi três eleições seguidas. Ou seja, quando a gente perdia, a gente voltava pra casa e ia chorar as mágoas. Fiquei vendo a invasão, fiquei vendo as manifestações. Liguei para algumas pessoas aqui. Liguei para o Flávio Dino (ministro da Justiça). Outras pessoas me ligaram. E foi um momento de tensão. Ou seja, era uma coisa, eu diria… que eu não imaginei que poderia acontecer no Brasil novamente".

Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente da República

“Para haver a tentativa [de golpe], tinha que ter uma pessoa à frente. Tudo que foi apurado não levantou nome algum. São suposições. Quem vai dar golpe com velhinhos, com pessoas idosas com bíblia debaixo do braço, com a bandeira na outra mão, com pessoas do povo, com vendedor de algodão doce, com motorista de Uber, com menor de idade, com criança? Hoje em dia estamos em uma insegurança muito grande. (…) Qualquer pessoa no Brasil hoje em dia pode ser presa.(…) . Esse clima não é bom para o Brasil. E a gente espera que haja uma devida moderação, por parte em especial do Poder Executivo e do Poder Judiciário, que baixe a temperatura e voltemos à normalidade”.Eu jamais passaria a faixa a esse cidadão Lula, essa pessoa de triste memória para todos nós. Autor, coautor, responsável por atos de corrupção, os mais bárbaros possíveis aqui no Brasil, onde ele entregou o poder a grupos de políticos e outros em troca de apoio no parlamento e assistimos, por exemplo, à questão do mensalão, do petrolão".

Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado

“[Bolsonaro poderia ter] participado da posse, entregar a faixa presidencial, reconhecendo que perdeu naquele momento, mas que há um futuro pela frente da política em que a direita —não a extrema —, mas que a direita pode ser construída e ter bons propósitos para o Brasil”. O  presidente Bolsonaro, nesse sentido, poderia ter evitado esse mal maior que foi o 8 de janeiro. Embora, repito, eu não queira ser leviano e responsabilizá-lo juridicamente por esses atos. Inclusive, isso cabe à Justiça Eleitoral. No final das contas, o que nós temos no 8 de janeiro é uma expressão de insatisfação que foi às raias da criminalidade e da violação de bem jurídicos, e da multiplicidade de crimes de pessoas que se permitiram a pretexto de um falso patriotismo, um pseudopatriotismo, defender o país, entre aspas, mediante de uma forma absolutamente errônea, equivocada e criminosa".

Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal

“Houve uma imensa falha no serviço de inteligência, tanto da polícia quanto dos militares. Ou, se não foi falha no serviço de inteligência, foi cumplicidade. O que seria pior ainda. Então, houve falha no serviço de inteligência e houve falha das forças de segurança. (…) Ali houve uma mistura de omissão, incompetência e cumplicidade”, disse. Nós vivemos um período em que lideranças importantes do país atacavam regularmente as instituições e procuravam abalar a sua credibilidade. E ofendiam pessoalmente os seus integrantes. Então acho que isso foi uma parte do processo. A outra parte do processo foi a difusão do ódio. E aí as plataformas digitais, as redes sociais, tiveram um papel misto de campanhas de desinformação com discursos de ódio e frequentemente com mentiras para tirar a credibilidade das pessoas

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal

“As investigações mostraram —e várias testemunhas e réus disseram isso— que nos acampamentos, inclusive no quartel de Brasília, aconteceram palestras [para os acampados], em que se dizia que eles deveriam invadir os prédios [dos Três Poderes] e ficar, principalmente no Congresso Nacional, até que fosse convocada uma GLO [Garantia da Lei e da Ordem] e o Exército chegasse. A partir daí, o movimento seria o de fazer com que as Forças Armadas aderissem àquele golpe. Justiça seja feita: em nenhum momento as Forças Armadas, enquanto instituição, flertaram com essa possibilidade".

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal

“Houve uma leitura dos militares de que eles ganharam a eleição com Bolsonaro, e eles voltariam ao poder, portanto com Bolsonaro, e podiam ter uma licença maior de ação, inclusive de ação política. .Essa gente deveria ser inelegível. Quem quer ir para a política deveria ter uma distância no tempo, uma quarentena, para depois fazer política, seja militar, policial militar, policial civil, e não se aproveitar de um hipotético proscênio momentâneo de ‘prendeu alguém’ para se tornar político e depois voltar para as Forças. É notório que, por suas chefias, as Forças Armadas não participaram desse convescote ou dessa tentativa de golpe, de conspirata. Seja lá como vamos chamar isso no futuro”, declarou. Mas há pessoas bastante bem situadas na estrutura hierárquica que participaram ou foram condescendentes com isso”.

José Múcio, ministro da Defesa

“As instituições estavam absolutamente ao lado da democracia. Exército, Aeronáutica e Marinha estavam absolutamente a favor da Constituição. Evidentemente que você tinha (indisciplinados). Como num clube de futebol, tem um jogador indisciplinado no jogo, você tira o indisciplinado, mas o time continua. A  Justiça poderia ter dito ‘tire’, mas não disse. Havia uma certa conivência, nós percebemos. E talvez não mexer permitiu que chegássemos a isso. Não podíamos tomar a iniciativa (de tirar), porque íamos mexer com muita gente que nós não podíamos mexer. Eu tinha consciência que aquilo era uma coisa muito delicada para a gente tomar uma providência que não tivesse muita responsabilidade e tivesse muito bem respaldada”.

Flávio Dino, futuro ministro do Supremo Tribunal Federal

“O legado principal do dia 8 de janeiro é a revelação clara e inequívoca de que havia um engendramento de uma tentativa de ruptura da ordem democrática, da constituição e, portanto, a prática de crimes e que eram encadeados em uma terrível sequência lógica que começou exatamente na recusa do reconhecimento do resultado da eleição no segundo turno”.Então, desde o dia 30 de outubro até o dia 8 de janeiro, há um fio condutor, há uma linha de continuidade que era essa insurgência contra o resultado soberano das urnas. E isto, claro, é algo reprovável hoje e para sempre. Nós precisamos manter a catequese democrática, acreditar nas nossas conquistas. 2026 tem eleição de novo e vencerá aquele que o povo decidir e assim que o Brasil deve continuar porque esse é o verdadeiro caminho do progresso social".

Jorge Messias, advogado-geral da União

“Estou seguro de que a Suprema Corte cumprirá seu papel e, com temperança e firmeza, aplicará a lei, responsabilizando os que cometeram os atos de barbárie contra a democracia”.A AGU prosseguirá firmemente em seu trabalho na busca da plena reparação dos danos materiais e morais causados à União, como no caso da destruição das sedes dos Poderes da República. Espero mesmo que a condenação dos criminosos sirva como exemplo, demonstrando que a sociedade não tolera mais o extremismo e que a vontade da urnas deve ser sempre respeitada".

Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública

“Os fatos acabaram demonstrando que foi correto ter feito [as prisões] no dia seguinte. Porque, se nós tivéssemos feito naquela noite, existia um risco de enfrentamento. No dia seguinte, pela manhã, desmontamos o acampamento com o apoio do Exército. Encontrei uma tropa atordoada e sem comando. Tivemos no dia 8 um ataque às instituições democráticas e 44 PMs feridos. Houve uma sucessão de erros. Fica claro que houve uma falha no comando. Se foi intencional ou não, tem um inquérito para chegar a essa resposta. Houve falha no GSI, sim. Ninguém entra na Presidência, da forma que entrou, se não tivesse ocorrido uma falha. Agora é importante registrar que o G. Dias estava no GSI há apenas 5 dias úteis. A equipe que estava lá no dia oito ainda era majoritariamente a equipe que tinha sido montada pelo general Heleno [ministro do GSI no governo de Jair Bolsonaro]”.

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal

“Em nenhum momento você poderia deixar esses criminosos se reunirem. E mais ainda: em frente a unidades militares, onde se deveria ter no dia 8 de janeiro uma operação robusta”.(…) Nós fizemos de maneira inédita mais de 30 prisões durante esse processo de campanha eleitoral, e no período entre a eleição e a posse. Coisa que jamais havia acontecido no país. Houve questionamentos do processo eleitoral, da integridade do Poder Judiciário, enfim do sistema de votação. Eu dizia: eles não são manifestantes, eles são criminosos. Eles estão é pregando um golpe de Estado, eles estão pregando tomada de poder. Havia várias chamados que eram esse: ‘vamos tomar o poder’. E isso é crime no nosso país. O Exército Brasileiro tem centenas de milhares de profissionais e o que se viu de fato foi uma não adesão a essa transloucada tentativa. Mas enfim, pontualmente alguns personagens ali atuando, infelizmente integrantes de uma instituição respeitável e que merece toda a nossa consideração. É preciso fazer essa separação. Nós vamos ser rigorosíssimos com o soldado, com o general, com o médico, com o policial”.


Fonte: CNN Brasil


Foto: Lula, Bolsonaro e Moraes foram algumas das autoridades ouvidas pela CNN sobre o 8 de janeiro

Arquivo

sábado, 6 de janeiro de 2024

FUTEBOL - EDNALDO REASSUME E DEMITE DINIZ - Ednaldo demite Fernando Diniz um dia após retornar à presidência da CBF

 

Foto : Fernando Diniz e Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF - Divulgação

Um dia depois de retomar o cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues optou nesta sexta-feira, 5, pela demissão de Fernando Diniz do cargo de treinador. Com a renovação de Carlo Ancelotti com o Real Madrid e consequente frustração do plano que já era dado como certo por Ednaldo de ter o italiano na Copa América de 2024, o dirigente optou por interromper o trabalho com o técnico interino, que agora voltará a trabalhar apenas no Fluminense.

Diniz foi informado da demissão nesta tarde por telefone e ficou incomodado com o tom da conversa. Ednaldo teceu elogios ao trabalho, mas informou que precisaria de um treinador fixo no momento e que não gostaria de tirá-lo do Fluminense.

Com Ednaldo de volta e Diniz demitido, Dorival Júnior voltou ao radar da CBF. O dirigente trata o treinador do São Paulo como alvo preferido para o cargo definitivo até a Copa do Mundo de 2026.

A seleção brasileira adulta só volta a jogar em 23 de março, diante da Inglaterra, em Wembley. Ela ainda terá amistosos contra Espanha e México, antes do início da Copa América em junho.

Na última quinta, o Supremo Tribunal Federal soltou uma liminar, sob o poder do ministro Gilmar Mendes, que recolocou Ednaldo Rodrigues na presidência da CBF. Com isso, a decisão da Justiça do Rio de Janeiro foi suspensa. O caso ainda não está definido e vai a plenário, sem data definida.

Os números de Diniz na seleção

Diniz, que conciliou o cargo com suas funções no Fluminense, não conseguiu aplicar sua metodologia na seleção em tão pouco tempo e colecionou péssimos resultados como interino. Em seis jogos, ele somou duas vitórias, um empate e três derrotas, a última delas diante da Argentina, no Maracanã, a primeira derrota em casa do Brasil na história das Eliminatórias.

Dentre outras marcas negativas, foi com Diniz que o Brasil perdeu seu primeiro jogo para a Colômbia em Eliminatórias e sofreu sua primeira derrota para o Uruguai em todas as competições desde 2001.

Os números da seleção brasileira de Diniz

6 jogos

2 vitórias

1 empate

3 derrotas

38,8% de aproveitamento

8 gols marcados

7 gols sofridos


Fonte: Placar



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