A tão "esperada" polarização que aconteceu nas eleições municipais de 2024 em Natal, trazendo um segundo turno entre Paulinho X Natália e que é defendida por alguns analistas e políticos, ao que parece, não vai acontecer para o Governo do Estado. Pelo menos é o que aponta os números das mais recentes pesquisas de institutos diferentes; Allysson permanece num Patamar alto ou em crescimento, enquanto Álvaro Dias permanece estagnado ou em queda e sem chegar no percentual total do bolsonarismo. Já Cadú cresce, porém ainda sem chegar nem na metade do percentual que o presidente Lula tem no RN. O candidato Allyson vem sendo o preferido por muitos lulistas e bolsonaristas e lidera a corrida com muita folga, com uma disputa pelo segundo lugar entre Álvaro Dias e Cadú de Lula; a disputa pelo segundo lugar vem com a estagnacão ou queda de Alvaro e o crescimento de Cadú nos votos que sempre foram do PT, mas sem alcançar todos os lulistas, porque Lula se mostra bem mais forte que o PT. Ao que tudo indica, Cadú deverá ultrapassar Álvaro e havendo um segundo turno, seria a disputa entre Allyson X Cadú, sem a polarização.
Com Allysson e Cadú crescendo, Álvaro caindo, eis que essa eleição pode ainda ser decidida em primeiro turno.
A pesquisa publicada hoje pela Qualittá, trouxe Allyson com 56% dos votos válidos contra 43,6% da soma de todos os adversários, sugerindo pelos dados, decisão em primeiro turno .
O que pode explicar o fenômeno Allyson ?
O perfil de Allyson como homem simples, sertanejo, que veio de baixo, de enfrentar as famílias tradicionais, se parece muito com o perfil de Lula, inclusive usando um símbolo, o chapéu. Até mesmo para a urna, Lula e Allyson usam as fotos com os chapéus.
Allyson consegue passar para o povo que é um candidato que merece o voto de bolsonaristas e lulistas, mesmo não sendo apoiado por Flávio e Lula, tendo uma gestão em Mossoró eficiente. Álvaro passa para o eleitorado que não é simples e é perseguidor, como também está com a imagem desgastada pelas obras inacabadas ou mal feitas. Já Cadú também não passa simplicidade, aliado ao fato de ser desconhecido pelo eleitorado porque nunca foi candidato; a rejeição apontada nas pesquisas ao governo Fátima, pode também explicar, não ter uma competitividade maior de Cadú.
Allyson conseguiu dar um verdadeiro nó estratégico em seus adversários: conseguiu o apoio de Walter Alves e o MDB, trouxe lideranças políticas fortes para o seu projeto, tirou partidos da aliança com seus adversários e construiu assim o apoio de oito partidos, que no horário de TV e rádio lhe dará o dobro de tempo que os outros.
Allyson domina as redes sociais e percorreu os 167 municipios com videos que contam a história de cada cidade, numa pré-campanha que fez uma interação dele com cada localidade.
Allyson mostra também ao eleitorado que ele é o candidato, sem se preocupar com os dizeres: candidato de Lula ou candidato de Bolsonaro.
O DESAFIO
O Grande desafio de Álvaro Dias e Cadú será, primeiramente impedir que Allyson vença no primeiro turno. Se Alysson não ganhar já no primeiro turno, Cadú e Álvaro disputam quem vai ao segundo e no momento, Cadú está numa curva crescente.
É importante lembrar, que Allyson tem apoios distribuídos por todo o RN e com a campanha e horário de TV, poderá crescer ainda mais.
Então, o que foi defendido principalmente pelos apoiadores de Álvaro Dias, que existiria a polarização entre direita X esquerda não vai vingar, pela estratégia certeira do fenômeno Allyson, com apelo popular e que fez o certo nas articulações com partidos e apoios, além de trazer a imagem do menino sertanejo de origem pobre que sempre lutou por uma vida melhor, enquanto os outros candidatos se tornam inexpressivos ao tentarem fazer uma campanha baseada na estratégia da polarização e sem apelo popular.
Allyson caminha com um enredo parecido com o de Wilma de Faria, que chegou ao governo derrotando dois grupos que polarizavam. Wilma tinha inicialmente o apoio de apenas 3 prefeituras, enquanto Allyson já tem mais de 60 prefeituras, o que mostra um projeto robusto e organizado, muito dificil de ser derrotado.

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