A Prefeitura de Natal seguindo o modelo dos últimos anos da gestão Álvaro Dias contrata sem nenhum controle empresas terceirizadas para prestarem serviços à gestão.
As pastas da Educação, Saúde, Assistência Social e Serviços públicos, com a justificativa da necessidade de uma melhor prestação de serviços, contratam sem nenhum controle e essas ocupações vão servindo para acomodações de indicados políticos.
Só na Semsur, que foi alvo de operação na Gestão Álvaro Dias, o contrato anual chega a quase 9 milhões, de acordo com a publicação da Prefeitura de Natal. Assistentes de secretariado, porteiros, vigias, motoristas e até assessores de comunicação com salários de quase 8 mil reais estão na lista dos contratados.
A Semsur, desde que teve seu orçamento bombado com a tarifa de iluminação pública, cobrada diretamente nas contas de luz dos municípes, possui grandes contratos e nas últimas gestões, pra todo mundo ver, tem sempre seus secretários eleitos como vereadores com excelentes votações, uma coincidência de uma secretaria que tem muitos recursos, serviços e muitos terceirizados. A Secretaria tem cerca de 40 comissionados, não temos idéia de quantos efetivos, mas ao que parece, não são suficientes para tocar os serviços, e só nesse contrato prevê 154 trabalhadores extras.
Alguns Tribunais de Contas de Estados como o da Paraíba, Pernambuco e até do RN, têm coibido o excesso de contratações por serviços terceirizados, que é uma forma de burlar o percentual de gastos com pessoal e evitar concursos públicos.
É muito preocupante que o cidadão realmente tenha os serviços prestados de forma eficiente, mas os Órgãos de fiscalização precisam ficar atentos para possíveis exageros em contratações de Secretarias, averiguando a verdadeira necessidade e prestação de serviços, porque do contrário fica parecendo que essas contratações são uma forma de ampliar a indicação de apadrinhados, sendo como se fosse um aumento do número de comissionados.
Os gastos com terceirizados por parte da Prefeitura de Natal, segundo analistas já chega a cerca de 40% do valor de despesas com pessoal e quantidades maiores do que os servidores ativos, e isso precisa ser fiscalizado pelo Tribunal de Contas já que tem mais terceirizados do que funcionários e comissionados.
No final, quem paga a conta somos nós através da Tarifa de Iluminação Pública e outros impostos.
A impressão do natalense é de que tem gente demais pra serviços de menos.



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