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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

GLAUBER BRAGA - Câmara aprova suspensão por seis meses do mandato de Glauber Braga . Emenda do PT propôs a suspensão como pena alternativa à perda de mandato

 


A Câmara dos Deputados aprovou a suspensão por seis meses do mandato do deputado Glauber Braga (Psol-RJ), por 318 a 141 votos e 3 abstenções. Foi aprovada emenda do PT que propôs a suspensão em alternativa à cassação do mandato defendida pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Glauber Braga foi acusado pelo partido Novo de ter faltado com o decoro parlamentar ao expulsar da Câmara, em abril do ano passado, com empurrões e chutes, o então integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro. O incidente foi filmado.

Em sua defesa, Glauber afirmou que agiu contra Costenaro após sofrer perseguição por parte dele e por ofensas proferidas por ele contra sua mãe, que sofria com mal de Alzheimer avançado.

A decisão da Câmara pela suspensão do mandato do deputado foi viabilizada na noite desta quarta-feira (10) com a aprovação do Projeto de Resolução 86/25. A norma já foi promulgada (Resolução 32/25).


Fonte: Agência Câmara de Notícias

CARLA ZAMBELLI - Câmara mantém mandato de Carla Zambelli

 


A Câmara rejeitou a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), apesar de a parlamentar ter sido condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O que aconteceu

Foram 227 votos a favor da cassação, 170 contra e 10 abstenções. Para Zambelli perder o mandato, eram necessários 257 votos dos 513 totais. Ou seja, por 30 votos a deputada não perdeu o mandato.

Zambelli ainda pode perder o mandato por faltas.

Ela está presa na Itália e não contabiliza presença desde outubro, quando encerrou um período de licença que havia tirado. O regimento da Câmara diz que o deputado não pode faltar a mais de um terço das sessões ordinárias.

Zambelli sofreu derrota em comissão

Antes de ir a plenário, cassação do mandato de Zambelli foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Primeiro, a comissão rejeitou o parecer do relator Diego Garcia (Republicanos-PR), que defendeu a parlamentar. Depois, a CCJ escolheu novo relator, o deputado Cláudio Cajado (PP-BA). Ele afirmou que Zambelli está presa e sem condições de atuar como deputada, e a cassação do mandato foi aprovada por 32 votos a 2.

Atuação do centrão foi decisiva na CCJ. O União Brasil trocou seus cinco integrantes na CCJ, que foram decisivos ao votarem contra Zambelli.

A deputada Carla Zambelli teve direito a falar na CCJ. Entrou na sessão da comissão por videoconferência. Ela está presa na Itália.

A parlamentar pediu apoio. Argumentou que é vítima de uma acusação falsa e recebeu um veredicto parcial por parte de Alexandre de Moraes e demais ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Zambelli reclamou de perseguição por parte de Moraes. A deputada afirmou que há uma "ditadura do Judiciário" e se declarou inocente. Em uma parte da fala, mencionou a Bíblia várias vezes.

Zambelli quase chorou ao falar do filho. Ela disse que estava vendo sua presença na sessão, tinha muita saudade e sua voz embargou.

A participação da parlamentar foi prejudicada pela qualidade da conexão. A imagem travou várias vezes e houve trechos de seu discurso que não foram ouvidos porque o som ficou mudo.

Condenação e fuga

Zambelli foi considerada culpada em dois processos. Ambos transitaram em julgado, o que significa que não há mais possibilidades de recursos, e o cumprimento da pena deve começar.

 Os casos são os seguintes:

Contratar um hacker para inserir um mandato falso de prisão contra Alexandre de Moraes no sistema da Justiça;

Sacar uma arma e perseguir um homem em São Paulo na véspera da eleição.

A primeira condenação ocorreu em 16 de maio. O STF determinou cumprimento de dez anos em regime fechado e perda de mandato —medida que a Câmara protelou até hoje-

O outro veredicto do STF ocorreu em agosto. Ela foi considerada culpada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal em outro julgamento do STF.

O Brasil pede a extradição da deputada. O caso está em análise. Ao mesmo tempo, a defesa de

Zambelli solicitou a liberdade, que foi negada por temor de nova fuga.


Fonte: UOL

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

FUTEBOL - DERBY DAS AMÉRICAS . Arrascaeta brilha, Flamengo elimina o Cruz Azul e vai à semi da Copa Intercontinental . Equipe rubro-negra leva alguns sustos, mas conta com vacilos mexicanos e destaque do craque uruguaio para levar a melhor; próximo jogo acontece no sábado, às 14h (de Brasília), contra o Pyramids, do Egito.

 


Arascaeta foi o protagonista da vitória do Flamengo por 2 a 1 sobre o Cruz Azul, nesta quarta-feira, no chamado “Derby das Américas”, que inaugurou a fase decisiva da Copa Intercontinental. Jogando no Estádio Ahmad bin Ali, o clube rubro-negro não precisou fazer muito esforço para encontrar o caminho da vitória e contou com dois gols do craque uruguaio para se classificar para a semifinal do torneio da Fifa.



Giorgian de Arrascaeta colocou o Flamengo em vantagem no Catar. Foto: Hussein Sayed/AP

O resultado define o Flamengo como adversário do egípcio Pyramids, na semifinal. A partida está agendada para o mesmo estádio, no próximo sábado, às 14h (de Brasília). Quem vencer mede forças com o Paris Saint-Germain, o vigente campeão europeu.

O time mexicano tomou conta da partida nos primeiros minutos, se posicionou no ataque e tentou chegar ao gol. Mas a defesa do Cruz Azul decidiu colaborar com o Flamengo. Em uma saída de bola equivocada, Piovi entregou a bola nos pés de Arrascaeta, que, dentro da área, teve a frieza necessária para driblar o goleiro e colocar o conjunto rubro-negro em vantagem, aos 14.

O gol flamenguista não alterou o panorama do jogo. O time carioca continuou mais conservador, enquanto os mexicanos mantiveram a postura mais ofensiva. Aos 42, o Cruz Azul chegou a balançar a rede em jogada de bola aérea, mas foi flagrado o impedimento que invalidou o que seria o gol de empate.

No minuto seguinte, veio a comemoração mexicana. Depois de brigar pela bola na lateral esquerda da grande área, Jorge Sánchez recebeu pelo alto, emendou um chute de primeira e marcou um golaço.


No segundo tempo, Filipe Luís promoveu alterações no ataque, colocando Plata e Cebolinha nas vagas de Lino e Carrascal. A mudança deu maior presença de ataque ao Flamengo, que ofereceu mais riscos ao Cruz Azul.

O efeito apareceu aos 27. Cebolinha tocou para Arrascaeta, que chegou quase na linha de fundo e tocou por cobertura para colocar o Flamengo à frente do placar novamente. O lance foi avalizado pela tecnologia da linha do gol, que flagrou a bola ultrapassando a linha do gol.

À frente do marcador, o Flamengo não foi mais ofendido pelo Cruz Azul. Chegou a criar outras chances de gol, que foram desperdiçadas. Houve reclamação após um jogador do time mexicano tirar a bola em cima da linha com o ombro após cobrança de escanteio. No mais, os cariocas administraram o placar e conduziram a classificação até o apito final.

CRUZ AZUL 1 x 2 FLAMENGO

CRUZ AZUL: Gudiño; Jorge Sánchez (Bogusz), Ditta e Piovi; Lira, Márquez (Faravelli), Carlos Rodríguez e Rotondi (Sepúlveda); Rivero (Campos), Paradela (Luka Romero) e Gabriel Fernández. Técnico: Nicolás Larcamón.

FLAMENGO: Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar (Saúl Ñíguez), Jorginho (De la Cruz) e Arrascaeta (Luiz Araújo); Carrascal (Everton Cebolinha), Bruno Henrique e Samuel Lino (Gonzalo Plata). Técnico: Filipe Luís.

GOLS: Arrascaeta, aos 14, Jorge Sánchez, aos 44 minutos do 1º tempo; Arrascaeta, aos 27 minutos do 2º tempo.

ÁRBITRO: Glenn Nyberg (Suécia).

CARTÕES AMARELOS: Ditta, Piovi, De la Cruz, Alex Sandro e Jorginho.

PÚBLICO: 7.108 torcedores.

RENDA: Não divulgado.

LOCAL: Estádio Ahmad bin Ali, em Al-Rayyan, no Catar.


Fonte: O Estadão - Análise por Marcos Antomil

NATAL - CÂMARA DE NATAL DEVERÁ RECEBER MAIS TRÊS PEDIDOS DE CASSAÇÃO DE VEREADORES NOS PRÓXIMOS DIAS

 


Após a votação pela abertura do processo de cassação da vereadora Brisa Bracchi e não abertura para os vereadores Matheus Faustino e Luciano Nascimento, o Blog recebeu informações que nos próximos dias, chegará na Câmara Municipal de Natal três pedidos de cassacões de vereadores. O Blog não recebeu a informação de quem seriam os vereadores.

ENTENDA

A Câmara Municipal de Natal, recebeu um 1⁰ pedido de cassação movido pelo vereador Matheus Faustino contra a vereadora Brisa Bracchi, mas foi arquivado com a perda do prazo pela Casa Legislativa. A própria vereadora Brisa Bracchi entrou com um pedido de cassação contra o vereador Matheus Faustino por ter afirmado que o Judiciário do RN estava vendendo sentença. A Câmara também recebeu um pedido de cassação impetrado pelo advogado Dayvson Moura. O vereador Matheus Faustino novamente entrou com um novo pedido de cassação da vereadora Brisa Bracchi. Nas sessões, os vereadores decidiram reabrir o processo contra Brisa e não abrir para os vereadores Luciano Nascimento e Matheus Faustino.

NOVOS PEDIDOS DE CASSAÇÃO 

A quinta-feira deverá receber mais um pedido de cassação que se trata mais uma vez da utilização de emendas parlamentares.

Outros dois pedidos irão chegar ainda em dezembro. 

Resta saber como os vereadores irão receber os novos pedidos, já que as votações mostram muita incoerência deles na abertura ou não desses processos.


* Matéria em atualização

DIMINUIÇÃO DAS PENAS - Câmara aprova PL que reduz tempo de prisão de Bolsonaro. PL da Dosimetria prevê redução das penas dos condenados pelos atos golpistas. Projeto surgiu como alternativa à proposta que pedia o perdão total das condenações.

 


A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira (10/12) o projeto de lei de redução de penas para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o texto-base do chamado PL da Dosimetria. A proposta visa reduzir o tempo de prisão em regime fechado do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos demais condenados pela trama golpista .

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, acusado de comandar um plano para dar um golpe de Estado, e atualmente está cumprindo pena na sede da Polícia Federal (PF) em Brasília.

O projeto de lei foi aprovado na Câmara por 291 a 148 votos e será enviado ao Senado, cujo presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que o texto deve ser votado até o fim deste ano.

"Temos que buscar um meio-termo para modernizarmos a legislação, para melhorarmos, para suprirmos as lacunas estabelecidas na lei dos crimes contra o Estado Democrático de Direito", afirmou Alcolumbre.

Caso o texto seja aprovado, Bolsonaro pode ter sua pena reduzida, passando menos tempo na cadeia.

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda pode vetar a proposta integralmente ou parcialmente.

A decisão de colocar o tema em votação foi comunicada na terça-feira pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

O relator do PL, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), afirmou que o tempo de prisão de Bolsonaro em regime fechado seria reduzido para 2 anos e 4 meses. Esse prazo vai depender da remição da pena – quando um condenado reduz seu tempo de prisão em regime estudando ou trabalhando. 

"Com isso, todas aquelas pessoas presas pelo 8 de janeiro serão soltas. Aquelas que estão com tornozeleira, aquelas que estão fora do Brasil. E aqueles que pegaram uma pena maior reduz para, como o presidente Bolsonaro, no final de tudo, 2 anos e 4 meses", disse Paulinho da Força.

No entanto, dependendo da interpretação do texto, a redução pode ser menor, variando entre 3 e 4 anos de prisão em regime fechado. Nas condições atuais, Bolsonaro seria mantido em privação de liberdade por um período de entre 6 anos e dez meses a pouco mais de 8 anos.

Alternativa ao PL da Anistia

O PL seguiu para votação em plenário após meses de intensas negociações. O projeto é considerado uma alternativa ao impasse em torno do PL da Anistia , que pedia o perdão total das condenações de todos os envolvidos nos atos golpistas.

Os parlamentares de oposição, no entanto, desistiram de propor uma emenda ao projeto para anistiar de forma ampla e irrestrita todos os condenados em troca do apoio dos partidos do chamado centrão à redução das penas.

Em setembro, o STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão  por golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado por violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Além de Bolsonaro, também foram condenados outros sete réus que compõem o núcleo crucial da trama golpista, entre estes, o ex-ministro da Defesa e ex-vice na chapa de Bolsonaro em 2022, general Walter Braga Netto; o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres

O que diz o PL da Dosimetria

O novo parecer do projeto de lei de redução de penas altera o artigo 112 da Lei de Execução Penal, que se refere à progressão de pena de prisão para um regime menos rigoroso, mais rápido do que a atual, permitindo a saída do regime fechado após cumprimento de um sexto da pena. A regra atual exige um quarto da pena.

O artigo diz que a pena em regime fechado será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso quando preso tiver cumprido entre 16% e 70% da pena, dependendo de fatores como a gravidade do crime e se houve reincidência.

O substitutivo apresentado pelo relator estabelece que a pena privativa de liberdade seria executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso após o preso cumprir "ao menos um sexto da pena no regime anterior e seu mérito indicar a progressão".

O texto também acrescenta um novo dispositivo estabelece que "o cumprimento da pena restritiva de liberdade em regime domiciliar não impede a remição da pena", ao invés de apenas aos presos cumprem a pena em regime fechado ou semiaberto.

A proposta também cria o artigo 359-M-A que determina que, quando os delitos forem cometidos no mesmo contexto, como os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, a pena não pode ser cumulativa. Assim, o crime de golpe de Estado, que tem pena maior, deve absorver o crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Dessa forma, a pena total de Bolsonaro, por exemplo, já sofreria uma redução de 6 anos e 6 meses.

Outro artigo, o artigo 359-V, prevê redução de um terço a dois terços da pena para crimes cometidos em contexto de multidão, se o condenado não tiver exercido papel de liderança, o que deve beneficiar a maioria dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Motta quer pautar cassação de deputados

Também nesta terça-feira, Motta afirmou que colocará para votação até o recesso parlamentar, previsto para o fim da próxima semana, a cassação dos mandatos dos deputados Carla Zambelli (PL-SP), Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Glauber Braga (PSOL-RJ).

Ele disse ainda que a Mesa Diretora vai decidir nesta terça-feira a respeito da situação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já excedeu o número permitido de faltas neste ano e corre o risco de perder o mandato. O filho de Jair Bolsonaro (PL) está nos Estados Unidos. Ele deixou o país em fevereiro alegando estar sendo perseguido pela Justiça brasileira.

A Polícia Federal indiciou Eduardo Bolsonaro por coação, por ele ter tentado influenciar os rumos dos processos contra seu pai por meio das sanções econômicas dos EUA ao Brasil. Em novembro, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu torná-lo réu por tentar coagir a corte e criar um clima de instabilidade no país.


Fonte: DW

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