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segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

8 de JANEIRO - OPINIÃO DE LULA, BOLSONARO, PACHECO , MORAES E OUTRAS AUTORIDADES SOBRE O ATAQUE ÀS SEDES DOS TRÊS PODERES. Entrevistas à CNN: as visões de Lula, Bolsonaro, Moraes e outras autoridades sobre o 8/1 Ataque às sedes dos Três Poderes aconteceu há um ano; acompanhe relatos inéditos sobre a ocasião

 

Foto: Lula, Bolsonaro e Moraes foram algumas das autoridades ouvidas pela CNN sobre o 8 de janeiro


Há exatamente um ano, o país parou para acompanhar, incrédulo, o ataque às sedes dos Três Poderes.

As cenas de vandalismo nos prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e no Palácio do Planalto provocaram muito mais do que a destruição do patrimônio público. Causaram uma fratura na democracia brasileira, que exigiu uma resposta imediata e enfática das instituições.

Para entender esse complexo ambiente político que desencadeou nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, a CNN entrevistou as principais personalidades políticas do país, que revelaram os bastidores e relatos inéditos do dia que entrou para história do Brasil.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República

“Eu não imaginava que a ignorância tivesse chegado a tal ponto, sabe, de um presidente sem controle emocional, desmoralizado pela quantidade de mentiras contadas durante toda a campanha, tivesse inventado uma coisa daquela, disse. E o que é vergonhoso é que inventou e fugiu. Não teve coragem de participar.Eu perdi três eleições seguidas. Ou seja, quando a gente perdia, a gente voltava pra casa e ia chorar as mágoas. Fiquei vendo a invasão, fiquei vendo as manifestações. Liguei para algumas pessoas aqui. Liguei para o Flávio Dino (ministro da Justiça). Outras pessoas me ligaram. E foi um momento de tensão. Ou seja, era uma coisa, eu diria… que eu não imaginei que poderia acontecer no Brasil novamente".

Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente da República

“Para haver a tentativa [de golpe], tinha que ter uma pessoa à frente. Tudo que foi apurado não levantou nome algum. São suposições. Quem vai dar golpe com velhinhos, com pessoas idosas com bíblia debaixo do braço, com a bandeira na outra mão, com pessoas do povo, com vendedor de algodão doce, com motorista de Uber, com menor de idade, com criança? Hoje em dia estamos em uma insegurança muito grande. (…) Qualquer pessoa no Brasil hoje em dia pode ser presa.(…) . Esse clima não é bom para o Brasil. E a gente espera que haja uma devida moderação, por parte em especial do Poder Executivo e do Poder Judiciário, que baixe a temperatura e voltemos à normalidade”.Eu jamais passaria a faixa a esse cidadão Lula, essa pessoa de triste memória para todos nós. Autor, coautor, responsável por atos de corrupção, os mais bárbaros possíveis aqui no Brasil, onde ele entregou o poder a grupos de políticos e outros em troca de apoio no parlamento e assistimos, por exemplo, à questão do mensalão, do petrolão".

Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado

“[Bolsonaro poderia ter] participado da posse, entregar a faixa presidencial, reconhecendo que perdeu naquele momento, mas que há um futuro pela frente da política em que a direita —não a extrema —, mas que a direita pode ser construída e ter bons propósitos para o Brasil”. O  presidente Bolsonaro, nesse sentido, poderia ter evitado esse mal maior que foi o 8 de janeiro. Embora, repito, eu não queira ser leviano e responsabilizá-lo juridicamente por esses atos. Inclusive, isso cabe à Justiça Eleitoral. No final das contas, o que nós temos no 8 de janeiro é uma expressão de insatisfação que foi às raias da criminalidade e da violação de bem jurídicos, e da multiplicidade de crimes de pessoas que se permitiram a pretexto de um falso patriotismo, um pseudopatriotismo, defender o país, entre aspas, mediante de uma forma absolutamente errônea, equivocada e criminosa".

Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal

“Houve uma imensa falha no serviço de inteligência, tanto da polícia quanto dos militares. Ou, se não foi falha no serviço de inteligência, foi cumplicidade. O que seria pior ainda. Então, houve falha no serviço de inteligência e houve falha das forças de segurança. (…) Ali houve uma mistura de omissão, incompetência e cumplicidade”, disse. Nós vivemos um período em que lideranças importantes do país atacavam regularmente as instituições e procuravam abalar a sua credibilidade. E ofendiam pessoalmente os seus integrantes. Então acho que isso foi uma parte do processo. A outra parte do processo foi a difusão do ódio. E aí as plataformas digitais, as redes sociais, tiveram um papel misto de campanhas de desinformação com discursos de ódio e frequentemente com mentiras para tirar a credibilidade das pessoas

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal

“As investigações mostraram —e várias testemunhas e réus disseram isso— que nos acampamentos, inclusive no quartel de Brasília, aconteceram palestras [para os acampados], em que se dizia que eles deveriam invadir os prédios [dos Três Poderes] e ficar, principalmente no Congresso Nacional, até que fosse convocada uma GLO [Garantia da Lei e da Ordem] e o Exército chegasse. A partir daí, o movimento seria o de fazer com que as Forças Armadas aderissem àquele golpe. Justiça seja feita: em nenhum momento as Forças Armadas, enquanto instituição, flertaram com essa possibilidade".

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal

“Houve uma leitura dos militares de que eles ganharam a eleição com Bolsonaro, e eles voltariam ao poder, portanto com Bolsonaro, e podiam ter uma licença maior de ação, inclusive de ação política. .Essa gente deveria ser inelegível. Quem quer ir para a política deveria ter uma distância no tempo, uma quarentena, para depois fazer política, seja militar, policial militar, policial civil, e não se aproveitar de um hipotético proscênio momentâneo de ‘prendeu alguém’ para se tornar político e depois voltar para as Forças. É notório que, por suas chefias, as Forças Armadas não participaram desse convescote ou dessa tentativa de golpe, de conspirata. Seja lá como vamos chamar isso no futuro”, declarou. Mas há pessoas bastante bem situadas na estrutura hierárquica que participaram ou foram condescendentes com isso”.

José Múcio, ministro da Defesa

“As instituições estavam absolutamente ao lado da democracia. Exército, Aeronáutica e Marinha estavam absolutamente a favor da Constituição. Evidentemente que você tinha (indisciplinados). Como num clube de futebol, tem um jogador indisciplinado no jogo, você tira o indisciplinado, mas o time continua. A  Justiça poderia ter dito ‘tire’, mas não disse. Havia uma certa conivência, nós percebemos. E talvez não mexer permitiu que chegássemos a isso. Não podíamos tomar a iniciativa (de tirar), porque íamos mexer com muita gente que nós não podíamos mexer. Eu tinha consciência que aquilo era uma coisa muito delicada para a gente tomar uma providência que não tivesse muita responsabilidade e tivesse muito bem respaldada”.

Flávio Dino, futuro ministro do Supremo Tribunal Federal

“O legado principal do dia 8 de janeiro é a revelação clara e inequívoca de que havia um engendramento de uma tentativa de ruptura da ordem democrática, da constituição e, portanto, a prática de crimes e que eram encadeados em uma terrível sequência lógica que começou exatamente na recusa do reconhecimento do resultado da eleição no segundo turno”.Então, desde o dia 30 de outubro até o dia 8 de janeiro, há um fio condutor, há uma linha de continuidade que era essa insurgência contra o resultado soberano das urnas. E isto, claro, é algo reprovável hoje e para sempre. Nós precisamos manter a catequese democrática, acreditar nas nossas conquistas. 2026 tem eleição de novo e vencerá aquele que o povo decidir e assim que o Brasil deve continuar porque esse é o verdadeiro caminho do progresso social".

Jorge Messias, advogado-geral da União

“Estou seguro de que a Suprema Corte cumprirá seu papel e, com temperança e firmeza, aplicará a lei, responsabilizando os que cometeram os atos de barbárie contra a democracia”.A AGU prosseguirá firmemente em seu trabalho na busca da plena reparação dos danos materiais e morais causados à União, como no caso da destruição das sedes dos Poderes da República. Espero mesmo que a condenação dos criminosos sirva como exemplo, demonstrando que a sociedade não tolera mais o extremismo e que a vontade da urnas deve ser sempre respeitada".

Ricardo Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública

“Os fatos acabaram demonstrando que foi correto ter feito [as prisões] no dia seguinte. Porque, se nós tivéssemos feito naquela noite, existia um risco de enfrentamento. No dia seguinte, pela manhã, desmontamos o acampamento com o apoio do Exército. Encontrei uma tropa atordoada e sem comando. Tivemos no dia 8 um ataque às instituições democráticas e 44 PMs feridos. Houve uma sucessão de erros. Fica claro que houve uma falha no comando. Se foi intencional ou não, tem um inquérito para chegar a essa resposta. Houve falha no GSI, sim. Ninguém entra na Presidência, da forma que entrou, se não tivesse ocorrido uma falha. Agora é importante registrar que o G. Dias estava no GSI há apenas 5 dias úteis. A equipe que estava lá no dia oito ainda era majoritariamente a equipe que tinha sido montada pelo general Heleno [ministro do GSI no governo de Jair Bolsonaro]”.

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal

“Em nenhum momento você poderia deixar esses criminosos se reunirem. E mais ainda: em frente a unidades militares, onde se deveria ter no dia 8 de janeiro uma operação robusta”.(…) Nós fizemos de maneira inédita mais de 30 prisões durante esse processo de campanha eleitoral, e no período entre a eleição e a posse. Coisa que jamais havia acontecido no país. Houve questionamentos do processo eleitoral, da integridade do Poder Judiciário, enfim do sistema de votação. Eu dizia: eles não são manifestantes, eles são criminosos. Eles estão é pregando um golpe de Estado, eles estão pregando tomada de poder. Havia várias chamados que eram esse: ‘vamos tomar o poder’. E isso é crime no nosso país. O Exército Brasileiro tem centenas de milhares de profissionais e o que se viu de fato foi uma não adesão a essa transloucada tentativa. Mas enfim, pontualmente alguns personagens ali atuando, infelizmente integrantes de uma instituição respeitável e que merece toda a nossa consideração. É preciso fazer essa separação. Nós vamos ser rigorosíssimos com o soldado, com o general, com o médico, com o policial”.


Fonte: CNN Brasil


Foto: Lula, Bolsonaro e Moraes foram algumas das autoridades ouvidas pela CNN sobre o 8 de janeiro

Arquivo

sábado, 6 de janeiro de 2024

FUTEBOL - EDNALDO REASSUME E DEMITE DINIZ - Ednaldo demite Fernando Diniz um dia após retornar à presidência da CBF

 

Foto : Fernando Diniz e Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF - Divulgação

Um dia depois de retomar o cargo de presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues optou nesta sexta-feira, 5, pela demissão de Fernando Diniz do cargo de treinador. Com a renovação de Carlo Ancelotti com o Real Madrid e consequente frustração do plano que já era dado como certo por Ednaldo de ter o italiano na Copa América de 2024, o dirigente optou por interromper o trabalho com o técnico interino, que agora voltará a trabalhar apenas no Fluminense.

Diniz foi informado da demissão nesta tarde por telefone e ficou incomodado com o tom da conversa. Ednaldo teceu elogios ao trabalho, mas informou que precisaria de um treinador fixo no momento e que não gostaria de tirá-lo do Fluminense.

Com Ednaldo de volta e Diniz demitido, Dorival Júnior voltou ao radar da CBF. O dirigente trata o treinador do São Paulo como alvo preferido para o cargo definitivo até a Copa do Mundo de 2026.

A seleção brasileira adulta só volta a jogar em 23 de março, diante da Inglaterra, em Wembley. Ela ainda terá amistosos contra Espanha e México, antes do início da Copa América em junho.

Na última quinta, o Supremo Tribunal Federal soltou uma liminar, sob o poder do ministro Gilmar Mendes, que recolocou Ednaldo Rodrigues na presidência da CBF. Com isso, a decisão da Justiça do Rio de Janeiro foi suspensa. O caso ainda não está definido e vai a plenário, sem data definida.

Os números de Diniz na seleção

Diniz, que conciliou o cargo com suas funções no Fluminense, não conseguiu aplicar sua metodologia na seleção em tão pouco tempo e colecionou péssimos resultados como interino. Em seis jogos, ele somou duas vitórias, um empate e três derrotas, a última delas diante da Argentina, no Maracanã, a primeira derrota em casa do Brasil na história das Eliminatórias.

Dentre outras marcas negativas, foi com Diniz que o Brasil perdeu seu primeiro jogo para a Colômbia em Eliminatórias e sofreu sua primeira derrota para o Uruguai em todas as competições desde 2001.

Os números da seleção brasileira de Diniz

6 jogos

2 vitórias

1 empate

3 derrotas

38,8% de aproveitamento

8 gols marcados

7 gols sofridos


Fonte: Placar



NATAL - ÔNIBUS INCENDIADO NA PONTE DE IGAPÓ . Um ônibus foi incendiado na Ponte de Igapó no início da tarde deste sábado (6). Segundo informações do Via Certa Natal, um ônibus da linha 50 foi abordado por vários homens que ordenaram que motorista e passageiros descessem do veículo e o incendiaram. Após a ação criminosa, que teria ocorrido em protesto após a morte de dois jovens na comunidade na noite de sexta-feira (5), os indivíduos entraram na comunidade às margens do Rio Potengi.

  


O trânsito no local está completamente bloqueado. Ainda de acordo com o Via Certa. Vários condutores que pretendiam seguir em direção à zona sul pela ponte estavam retornando na contramão.

Viaturas da Polícia Militar chegaram ao local. Equipe do BOPE chegou em seguida. Durante a transmissão ao vivo do Via Certa Natal foi possível ouvir muitos disparos de arma de fogo. O Corpo de Bombeiros foi acionado e já atua para conter as chamas no veículo incendiado.




Fonte: Blog do BG

LUTO - FUTEBOL - Morre Zagallo aos 92 anos no Rio; Brasil perde uma de suas maiores lendas

 


Morreu, aos 92 anos, Mário Jorge Lobo Zagallo. Um dos maiores nomes da história do futebol viu o apito final de sua vida ser dado hoje. O anúncio foi feito no perfil de uma rede social do tetracampeão. 

Zagallo ganhou o mundo com o futebol — seja dentro de campo ou fora dele. O Velho Lobo é, até hoje, o maior vencedor de Copas do Mundo, com dois títulos como jogador, um como treinador e um como coordenador técnico.

Além das quatro façanhas, ele treinou o Brasil nas edições de 1974 e 1998 e fez parte da comissão técnica no mundial de 2006, ao lado do também multicampeão Carlos Alberto Parreira.

A vitoriosa carreira rendeu a Zagallo a mais alta honraria da Fifa: o prêmio de Ordem de Mérito da entidade, concedido em 1992. O brasileiro, aliás, tornou-se o primeiro esportista da história a receber a condecoração.

O alagoano-carioca que viu o Maracanazo de perto

Mário Jorge nasceu em 9 de agosto de 1931 e, com menos de um ano, passou a morar no Rio de Janeiro. Foi no bairro da Tijuca que ele deu seus primeiros passos, e o primeiro time não poderia ser outro: o América.

O tradicional clube da zona norte recebeu o jovem canhoto, que demonstrou habilidade na peneira e passou, mesmo com a inicial desaprovação do pai, a integrar as equipes de base já adolescente.

Em meio ao futebol, Zagallo passou a atuar como soldado da Polícia do Exército e, aos 19 anos, participou de sua primeira Copa do Mundo — mesmo que indiretamente.

O então soldado estava no Maracanã no fatídico 16 de julho de 1950, quando Ghiggia calou um Maracanã abarrotado e tirou o mundial do Brasil, no episódio que é conhecido por "Maracanaço".

Os lencinhos brancos que a torcida acenou para receber a seleção na saída do vestiário para o jogo serviram para enxugar as lágrimas depois da derrota. Mas eu não chorei, mantive a postura de um soldado, disse Zagallo, em 2014

O ponta do Flamengo, do Botafogo e da seleção

O ano de 1950 também serviu para Zagallo deixar o América rumo ao Flamengo. Com o ponta-esquerda — que ficou conhecido como "Formiguinha — no elenco, o clube faturou o tricampeonato carioca (53, 54 e 55).

Ele ficou no rubro-negro até 1958, assinou com o Botafogo e ganhou uma série de outros títulos, encerrando sua trajetória vencedora como atleta entre 1965 e 1966.

A cereja do bolo do atleta Zagallo ficou com o bicampeonato mundial: o ponta fez parte das seleções que conquistaram o mundo tanto em 1958 quanto em 1962 e fez, ao lado de Pelé, história — das grandes.

O técnico de (quase) todos

Aos 34 anos, o jogador do Botafogo virou treinador... do Botafogo. Ele iniciou sua triunfal carreira no clube carioca e acumulou dezenas de trabalhos.

Além de comandar os quatro times do Rio, Zagallo se aventurou no Kuwait, na Arábia Saudita e nos Emirados Arábes entre o fim dos anos 70 e início dos anos 90.

Foi na seleção, no entanto, a maior identificação. Apaixonado pela amarelinha, o alagoano-carioca comandou o histórico esquadrão da Copa de 1970 e tornou-se o técnico que mais vezes dirigiu o Brasil.

O amor pela camisa brasileira rendeu mais um título: em 1994, ele atuou como coordenador técnico do elenco que tornou-se tetracampeão mundial.

O homem das frases e do número 13

Zagallo sempre foi um personagem autêntico e supersticioso. Desde a época de jogador, ele adotou o 13 como número da sorte.

A obsessão tem a ver com Alcina, que fisgou o coração do ainda atleta nos anos 50. Devota de Santo Antônio, ela se casou com o Velho Lobo no dia 13 de janeiro de 1955 — a esposa do Velho Lobo morreu em 2012.

O 13 serviu para marcar vários momentos de Zagallo: o nome "Roberto Baggio", italiano que chutou para fora e garantiu o tetra, tem 13 letras, assim como "Brasil campeão" e "Argentina vice", como ele mesmo brincou nos anos 2000.

As frases do multicampeão também ganharam o mundo. A mais famosa delas certamente é a célebre "Vocês vão ter que me engolir", proferida aos gritos após a conquista brasileira da Copa América de 1997 — o momento de êxtase foi, na verdade, um desabafo por toda pressão que vinha sofrendo no cargo de treinador.

Zagallo Eterno: 13 letras

Zagallo deixa quatro filhos, além de netos, bisnetos e uma legião de brasileiros que tornaram-se fãs do esporte que tem o alagoano-carioca como um dos gigantes de sua história.

A estátua do Velho Lobo, no entanto, será eterna: ele ganhou, nos últimos anos, homenagens tanto do Botafogo quanto da CBF e já faz parte da galeria dos imortais do futebol.


Fonte: UOL

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

BRASIL - Brasil quita R$ 4,6 bilhões em dívidas com organismos como ONU e OMS

 

Foto : Ricardo Stuckert/PR (Lula em seu discurso na ONU)

O Brasil pagou, em 2023, R$ 4,6 bilhões em compromissos financeiros com instituições internacionais, distribuídos entre contribuições regulares a organismos, integralizações de cotas de bancos multilaterais e recomposições de fundos.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (4/1) em nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores e do Planejamento e Orçamento.

Em dezembro, durante reunião do Conselho do Mercosul, no Rio de Janeiro, o governo havia informado que precisava pagar até o fim do ano R$ 1,2 bilhão para quitar os débitos.

De acordo com a pasta do Planejamento e Orçamento, o país chegou à marca de, aproximadamente, R$ 5 bilhões em débitos com cerca de 120 órgãos internacionais.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, ressaltou o trabalho empreendido pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para acertar os encargos. “O esforço para quitar dívidas atrasadas reflete a compreensão e o compromisso da gestão do presidente Lula com soluções negociadas e maior integração com nossos vizinhos”, comentou.

Pagamentos à ONU

Segundo as pastas, o país pagou integralmente suas contribuições ao orçamento regular da Organização das Nações Unidas (ONU), no valor aproximado de R$ 289 milhões, e quitou passivos de R$ 1,1 bilhão referentes a missões de paz da ONU.

“Dessa forma, além de assegurar o direito de voto do país na Assembleia Geral das Nações Unidas em 2024, o Brasil reforçou o seu compromisso com o multilateralismo, com a Organização e com a sua atuação internacional”, diz o governo brasileiro.

Também foram honradas as obrigações financeiras com organismos como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Organização Mundial do Comércio (OMC), a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), entre outros.

Ainda nos primeiros meses de 2023, os pagamentos permitiram a recuperação do direito de voto em organismos como a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Tribunal Penal Internacional (TPI).

O país também saldou dívidas importantes na área de meio ambiente e mudança do clima, incluindo as contribuições relativas à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e ao Protocolo de Quioto, o que adquire particular importância à luz da escolha de Belém, no Pará, para sediar a COP30, em 2025.

Além disso, foram quitados passivos referentes a outras convenções, tais como a Convenção sobre Diversidade Biológica e a Convenção sobre Poluentes Orgânicos Persistentes (Convenção de Estocolmo).

“Esse quadro de adimplência, que resulta do trabalho conjunto do Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), além de outros órgãos do Governo Federal, fortalece a imagem do Brasil no cenário internacional global e regional, reafirma o compromisso do país com o multilateralismo e reforça a capacidade de atuação diplomática em prol dos interesses nacionais e dos princípios que regem a política externa brasileira”, prossegue a nota do governo federal.

“O Brasil seguirá honrando os seus compromissos internacionais. Contribuirá para isso a alteração do tratamento orçamentário desse tipo de despesa no Projeto da Lei Orçamentária Anual para 2024, aprovado em 22 de dezembro pelo Congresso Nacional”, conclui o governo, na nota.

A peça orçamentária recém-aprovada reclassifica como obrigatórias as despesas referentes a contribuições e outros pagamentos a bancos multilaterais de desenvolvimento. Essa mudança deverá evitar o acúmulo futuro de passivos com organismos internacionais de direito internacional público.


Fonte: Metrópoles

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