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terça-feira, 5 de dezembro de 2023

EDUCAÇÃO - Fátima Bezerra destaca esforços para a construção do Plano Nacional de Educação

 

foto: Carmen Felix

A governadora Fátima Bezerra abriu a Conferência Estadual de Educação do Rio Grande do Norte (COEED), realizada nesta segunda (4), no Centro Municipal de Referência em Educação, em Natal (RN). O encontro é uma etapa para a construção do Plano Nacional de Educação (PNE) para o período de 2024-2034.

A governadora destacou os esforços na discussão de pautas importantes da área, como a formulação do novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). “Não é uma tarefa fácil, mas temos que trabalhar para avançarmos nos pontos que são vitais para a Educação. Do pedagógico ao financeiro, nossa atuação garantiu importantes avanços, como na aprovação do novo Fundeb, na defesa do piso dos professores, na expansão da rede de ensino técnico”, explicou a governadora.

Este evento, organizado pelo Fórum Estadual de Educação (FEE-RN), antecipa discussões cruciais que precedem a Conferência Nacional de Educação (Conae), programada para ocorrer de 28 a 30 de janeiro de 2024, conforme o cronograma do Fórum Nacional de Educação (FNE).

O tema central da COEED foi “Plano Nacional de Educação 2024-2034: Política de Estado para garantia da educação como direito humano, com justiça social e desenvolvimento socioambiental sustentável”. A conferência reuniu cerca de 450 participantes, compostos por representantes da comunidade escolar eleitos nas Conferências Intermunicipais, representantes da sociedade civil, juntamente com convidados. Esses delegados têm a responsabilidade de debater estratégias para aprimorar a educação, definir metas para o PNE e eleger os representantes do estado para a etapa nacional.

“A mobilização da sociedade civil e das entidades educacionais no RN destaca a importância de ações conjuntas na busca por uma educação de qualidade, promovendo a justiça social e o desenvolvimento sustentável”, pontua a secretária de Educação do RN, professora Socorro Batista. A titular da pasta ainda destacou os investimentos realizados nas áreas da educação profissional e em tempo integral, bem como a modernização da rede estadual de educação, com a expansão da oferta de banda larga nas escolas.

O FEE-RN desempenha um papel crucial na articulação entre a sociedade civil e o Estado, sendo instituído legalmente como órgão consultivo e deliberativo pela Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC). O foco do Fórum é defender a educação pública, gratuita, democrática e com qualidade social no Rio Grande do Norte.

“Estamos aqui hoje, com convicção e esperança de que a gestão democrática torne-se prática rotineira, orgânica das políticas públicas dos nossos governos estaduais e municipais”, frisa Rute Régis, presidente do FEE-RN.

O Plano Nacional de Educação é um instrumento previsto no artigo 214 da Constituição Federal de 1988, elaborado em colaboração entre União, estados e municípios, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). O PNE visa atuar como uma política de Estado, enfrentando os desafios estruturais da educação brasileira e promovendo a colaboração entre os diferentes níveis de governo.

O Brasil enfrentou desafios na implementação dos PNEs anteriores. O último, vigente de 2014 a 2024, teve 39% das metas executadas, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). A instabilidade econômica, a pandemia de COVID-19 e mudanças nas políticas educacionais a nível federal foram fatores complicadores.

A COEED e a Conae 2024 surgem como oportunidades cruciais para avaliar o cumprimento das metas, discutir o papel do PNE como referência nas políticas educacionais e abordar desafios locais, que podem ser semelhantes aos do país.


Fonte: Jornal O Diário do RN


ENDIVIDADOS - Endividamento atinge 76,6% das famílias brasileiras, mostra CNC. Em queda, índice de famílias inadimplentes ficou em 29%

 

Foto: Marcello Casal

Ainda que em trajetória de queda pelo quinto mês consecutivo, o endividamento ainda alcança cerca de 76,6% das famílias brasileiras, que têm dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e da casa. O percentual referente ao mês de novembro representa um recuo de 0,5% no número de endividados, em relação ao mês anterior.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta segunda-feira (4), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A sensação de melhora nas condições econômicas do país, segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, pode estar por trás dessa queda. “O progresso do mercado de trabalho, mesmo em menor escala, com a maior contratação esperada neste período de fim de ano, vem favorecendo os orçamentos domésticos, indicando que menos pessoas estão recorrendo ao crédito, pois estão conseguindo arcar com as dívidas correntes”, comentou.

Inadimplência

O índice de famílias inadimplentes ficou em 29% e foi outro índice que apresentou queda em novembro. A redução é na comparação ao mês anterior, quando ficou em 29,7% e também ao mesmo mês do ano passado, de 30,3). De acordo com o economista-chefe da CNC e responsável pela pesquisa, Felipe Tavares, é o menor patamar desde junho de 2022.

Embora permaneça acima do nível de novembro do ano passado, que registrou 10,9%, o número de pessoas que relataram falta de condições para pagar dívidas de meses anteriores caiu para 12,5%, enquanto em outubro era 13%. “A queda, embora ainda pequena, traz um importante indício de eficácia do programa Desenrola”, avalia o economista.

Dentro do número geral de endividados, que apresentou queda, a faixa de renda média, entre cinco e dez salários mínimos, fez movimento contrário e teve alta do volume de pessoas endividadas, voltando aos níveis observados em novembro de 2022. Ainda assim, boa parte desses consumidores (35%) se considera “pouco endividada”. O grupo registrou também a quarta elevação seguida de dívidas em atraso, chegando a 24,2%, o mais alto nível da série.

O maior percentual de dívidas em atraso (36,6%) ficou com os consumidores de baixa renda, com até três salários mínimos. Conforme o economista, esses consumidores são os que têm maior probabilidade de não conseguir arcar com essas dívidas, representando 17,2%. “Agravando a situação de inadimplência, esses consumidores têm uma alta dependência de dívidas, comprometendo 31,9% de sua renda”, completou.

O cartão de crédito ainda é o mais usado pelos endividados, e atingiu 87,7% do total de devedores, o que significou aumento significativo na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando ficou em 86,4%.

Houve avanços também no crédito consignado, de 0,5 ponto percentual (p.p.), e no financiamento imobiliário, de 0,4 ponto percentual. As outras modalidades perderam representatividade na carteira de crédito dos consumidores.

Gênero

A pesquisa mostrou ainda que embora a proporção de consumidores endividados em 1 ano tenha reduzido nos dois grupos de gênero, entre as mulheres o recuo foi mais expressivo, de 3,4 p.p., em relação aos homens, de 1,5p.p..

O total de mulheres endividadas permaneceu com a tendência de queda na comparação ao mês de outubro. Em comportamento diferente, o endividamento entre os homens teve pequeno aumento, de 0,4 p.p.. As mulheres são também as que mais relataram dificuldades de quitar todas as dívidas em dia. Elas alcançaram 30,1%, enquanto os homens chegaram a 28%.


Fonte: Agência Brasil


OS IMPACTOS DO CLIMA - PESQUISA . Sete em cada 10 brasileiros sofreram com eventos climáticos extremos. Chuvas muito fortes já impactaram 20% dos brasileiros

 

Foto: Fernando Frazão

Eventos climáticos extremos já impactam a maioria da população brasileira. Ao todo, sete em cada dez pessoas afirmam ter vivenciado essa situação, de acordo com levantamento encomendado pelo Instituto Pólis, divulgado nesta segunda-feira (4).

A pesquisa foi realizada presencialmente em todas as regiões do país. O período de coleta das respostas foi de 22 a 26 de julho.

Os eventos que mais atingiram a população foram chuvas muito fortes (20%); seca e escassez de água (20%); alagamentos, inundações e enchentes (18%). Os eventos relacionados a grandes volumes de água e à falta do recurso estão no topo da lista. Também apareceram nas respostas dos entrevistados temperaturas extremas (10%); apagões de energia (7%); ciclones e tempestades de vento (6%); e queimadas e incêndios (5%).

Ao todo, 1.960 (98%) dos 2 mil entrevistados ouvidos pelos pesquisadores responsáveis pelo estudo expressaram preocupação com uma nova ocorrência de um evento dessa magnitude. Falta d’água ou seca é o evento que mais gera receio nos brasileiros (34%). Em seguida, estão alagamentos, inundações e enchentes (23%); queimadas e incêndios (18%); chuvas muito fortes (17%); temperaturas extremas (16%); deslizamentos de terra (14%); escassez de alimentos e fome (14%); ciclones e tempestades de vento (13%); e ocorrência de novas pandemias sanitárias (13%).

Os pesquisadores destacam ainda que há questões que atemorizam mais especificamente determinadas classes sociais ou regiões do país. Ciclones e tempestades de vento, por exemplo, preocupam proporcionalmente mais a população da Região Sul (29% frente à média nacional, de 13%). Já alagamentos, inundações e enchentes preocupam mais as classes D e E (25%) do que as classes A e B (19%).

A parcela de pessoas que diz apoiar investimentos em fontes renováveis de energia é também significativa, de 84%. Além disso, o petróleo é mencionado por 73% dos participantes como algo diretamente associado à piora da crise climática. O carvão mineral e o gás fóssil são lembrados por 72% e 67%, respectivamente.

O diretor executivo do Instituto Pólis, Henrique Frota, ressalta que o que se pode concluir da pesquisa é que o custo político sobe à medida que as autoridades governamentais insistem em apostar nas fontes não renováveis. Além disso, ele afirma que “os números mostram que os brasileiros querem investimento prioritário em fontes renováveis e entendem essa decisão como fundamental para o combate às mudanças climáticas”.

Fonte: Agência Brasil 



NA MIRA DA PF - Entenda a operação que levou Alexandre Pires a ser investigado pela PF. Empresário do cantor é apontado com um dos responsáveis pelo núcleo financeiro do crime. Alexandre Pires teria recebido cerca de R$ 1 milhão

 


O cantor Alexandre Pires foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nessa segunda-feira (4/12). Foram mais de dois anos de investigação para apontar o intérprete de “Essa Tal Liberdade” como suspeito em um esquema de garimpo ilegal em Terras Indígenas Yanomami (TIY).

Em janeiro de 2022, a PF identificou 30 toneladas de cassiterita extraídas do território indígena na sede de uma empresa investigada. O minério era preparado para o envio ao exterior.

Apelidada de “ouro negro”, a cassiterita permite a extração de estanho, usado inclusive para fabricação de telas de celular e de outros aparelhos eletrônicos, de acordo com a PF. Em média, uma tonelada vale US$ 40 mil. Ao todo, a organização criminosa teria movimentado R$ 250 milhões.

Garimpo na Terra Indígena Yanomami

Em sobrevoo realizado em maio de 2020, em Roraima, Greenpeace registrou invasão de garimpeiros na Terra Indígena Yanomami. O desmatamento nas terras indígenas aumentou 64% nos primeiros quatro meses de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019. 

O inquérito policial revelou esquema voltado para “lavagem” de cassiterita. O minério seria retirado ilegalmente da terra Yanomami, mas era declarado como originário de um garimpo regular no Rio Tapajós, em Itaituba (PA), supostamente transportado a Roraima para tratamento.

À época, a PF identificou transações financeiras que envolviam toda a cadeia produtiva do esquema, com participação de pilotos de aeronaves, além do auxílio de postos de combustíveis, lojas de máquinas, equipamentos para mineração e “laranjas”, para encobrir movimentações fraudulentas.

Um dos responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes é o conhecido empresário Matheus Possebon, influente no ramo musical. Ele é um dos executivos da Opus Entretenimento, que gerencia a carreira de diversos famosos, como Daniel, Seu Jorge, Ana Carolina, Munhoz e Mariano, entre outros. Possebon também se arrisca nesse cenário e já gravou canções em estúdios internacionais.

No catálogo de artistas, ainda está o cantor Alexandre Pires, que é investigado por participação no esquema. O pagodeiro teria recebido ao menos R$ 1 milhão de uma mineradora alvo da PF.

Operação

Com o objetivo de desarticular o esquema de financiamento e logística do garimpo ilegal, a Operação Disco de Ouro cumpriu mandado de busca e apreensão contra o músico, que se apresentava em um cruzeiro, em Santos.

As equipes cumpriram dois mandados de prisão, bem como seis de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Roraima, em Boa Vista (RR), Mucajaí (RR), São Paulo (SP), Santos (SP), Santarém (PA), Uberlândia (MG) e Itapema (SC). A Justiça determinou, ainda, o sequestro de mais de R$ 130 milhões em bens dos suspeitos.

Esquema teria contado com empresário do ramo musical de expressão nacional, que seria um dos responsáveis pelo núcleo financeiro dos crimes, bem como um cantor que teria recebido ao menos R$ 1 milhão de uma mineradora investigada Reprodução/PF

Equipes cumpriram dois mandados de prisão, bem como seis de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Roraima, em Boa Vista (RR), Mucajaí (RR), São Paulo (SP), Santos (SP), Santarém (PA), Uberlândia (MG) e Itapema (SC) Reprodução/PF

Alexandre Pires

Em 1989, o cantor Alexandre Pires fundou o grupo de pagode romântico Só Pra Contrariar. A carreira como vocalista — até sair do grupo, no início dos anos 2000 — deu fama ao artista. Entre os sucessos do SPC, destacam-se “Sai da minha Aba”, “Depois do Prazer” e “Que Se Chama Amor”.


Fonte: Metrópoles

SUÁREZ E O SACRIFÍCIO PARA JOGAR - Comprimidos e Voltaren injetável: como Suárez suportou temporada no Grêmio

 

Foto: Suárez detalha rotina para conseguir jogar pelo Grêmio mesmo com dores

Maxi Franzoi/ Agif/Gazeta Press


Atacante voltou a falar sobre dores no joelho em entrevista a rádio Uruguaia

Luis Suárez jogou uma temporada no Brasil e foi o suficiente para deixar sua marca. Na última partida diante da torcida do Grêmio, marcou um golaço que garantiu a vitória sobre o Vasco e deu entrevista coletiva em tom de despedida.

O grande motivo do craque uruguaio deixar o Brasil são as dores no joelho direito. Mesmo assim, Suárez esteve em campo em 53 jogos na temporada. Em entrevista à rádio uruguaia Radio Sport890, o atacante contou como era a rotina para estar em campo pelo Imortal.

Eu tomo, um dia antes da partida, três comprimidos à noite. Tomo um no outro dia de manhã e antes da partida tomo Voltaren (anti-inflamatório e analgésico) injetável. E é assim que aguento. Porque, no dia a dia, treino já com uma dorzinha, estou acostumado a treinar com dor. Mas, se não tomar todos os medicamentos, não consigo jogar

Mesmo com as dores, Suárez foi peça fundamental na temporada do Grêmio. Marcou 27 gols e decidiu jogos importantes, como a virada sobre o Botafogo no Rio de Janeiro, quando marcou três vezes. Mas as boas atuações em campo têm um preço na vida pessoal.

“Os primeiros passos da manhã para mim são muito dolorosos, quem me vê assim pensa: ‘É impossível que ele jogue futebol.’ Cada momento que meu filho de cinco anos me pede para jogar um pouco de futebol e que eu não posso porque meu joelho dói, para mim é complicado”, desabafou.

O calendário brasileiro é mais um empecilho para que Suárez fique no país. A quantidade de jogos e a intensidade do campeonato também foram fatores determinantes para a saída do jogador.

“Para que tentar ficar mais um ano? Poderia ficar e poderia jogar, mas preciso pensar no Luis Suárez pessoa física e eu já não ia conseguir aguentar tanto o ritmo do futebol brasileiro.”


Fonte: CNN BRASIL 


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